Na gestão há sentidos?

Novembro 27, 2009

 Eu penso que na gestão tudo é sentidos!?

A forma como

 olhamos,

               cheiramos,

                               ouvimos,

                                              degustamos,

                                                               desconfiamos,

                                                                                  imaginamos e                 

                                                                                             actuamos…

são os 7 sentidos!

Empresário, és malicioso?

Novembro 20, 2009

Eu que ando nestas coisas da consultoria de gestão, que sou empresário e sinto as dificuldades da crise, penso que o capitalismo às vezes é muito cruel!

A palavra cruel realmente é muito cruel!
É cruel quando se junta políticos e politicas que incentivam a acções cor-de-rosa, rosa vivo, angélico e televisivo.

Realmente a nossa experiência evidencia que ser empresário nem sempre é fácil. Principalmente nas alturas difíceis, as quais se repetem cada vez com mais frequência.

Questionamos numa sessão pública, as situações que atormentavam os empresários das PME´s presentes. Bem, só visto! Eles tinham que dormir na cama com mais de 25 situações conflituosas todos os dias. È muito amor! Desde a gestão do pessoal, à gestão da produção, à gestão do marketing, á gestão dos clientes que fingem pagar…! É obra!

Mas isto é para todos? Um amigo do peito e que sabe destas coisas equacionou de imediato dizendo-me que todos tinham estes problemas e quem não os tinha ou era corrupto ou vivia da droga.

Será que o homem tem razão? Ou será que são as reminiscências do pessimismo alemão no pensamento português deste novo século e milénio e que continua à tona das águas?

Quem é que tem acesso à tecla F1 para pedir ajuda?

por Manuel Nascimento

Esta semana a Manuela, a nossa contabilista, lançou o pânico na empresa por andar engripada, agravado pelo nosso medo da transmissão da gripe A. Entre conversas e leituras lembrámo-nos deste tema, por causa da gripe e porque nos sentimos todos um pouco “connectors”…

O PODER DOS CONNECTORS

Talvez ainda não tenhamos reparado. Não interessa se estamos a analisar a transmissão do vírus da gripe A, as últimas tendências da moda ou o factor de sucesso das empresas. Por detrás destes acontecimentos reside exactamente a mesma causa: o comportamento humano.

É um fascinante exemplo da atitude “sair da caixa”: No bestseller “The tipping point”, o autor, Malcom Gladwell, compara a transmissão das modas a uma epidemia: e a teoria é que há certas situações que têm, por reunirem um determinado conjunto de factores, a capacidade de “tip”, que se define pelo momento no qual a mudança se torna um fenómeno imparável, um ponto de viragem epidémico de adesão exponencial.

Ao abordar o factor “Law of the Few” a obra explora o tema dos “6 graus de separação”, estudado pelo psicólogo Social Stanley Milgram, ou o tema 80/20, que defende que 80% do trabalho é feito por 20% da população. E quem o faz, neste caso, são os connectors.

Os connectors são aqueles  “que unem o mundo”, pessoas com um dom especial de fazer ligações. Têm uma capacidade única para criar laços e fazer novas amizades, mas também a flexibilidade de pertencer a diferentes mundos. Para permanecer em contacto com as suas largas redes de amizades, com mais de 100 pessoas, mantêm o que Gladwell chama de uma “weak tie”, um contacto pontual, mas continuado. E é a arte de gerir estas ligações que as torna especiais. Nas interacções sociais, são os connectors que facilitam a transmissão das mensagens, encurtando a “distância” que estas têm de percorrer entre os agentes.

Na difusão de uma epidemia é também a minoria que faz a transmissão. São os viajantes, os dinâmicos, os relacionados. São os connectors que divulgam as modas, os produtos na berra, sabem com quem falar e com quem se relacionar. Aquele amigo nosso que conhece sempre alguém que procuramos. Transpondo para gestão, é importante na transmissão de uma mensagem que esta chegue à boca dos connectors.

Apesar de contestado por alguns autores neste tema, o livro “The tipping point” é uma leitura refrescante, especial para a compreensão do poder das pequenas coisas nas relações humanas, explorando ideias de marketing inovadoras, recheado de temas interessantíssimos para lançar uma conversa de café…

O livro:

“The tipping point – How little things can make a big difference”

Malcom Gladwell, USA

…já leram o livro?  Sabem reconhecer um connector?

virus

E afinal não era gripe, era apenas a sua rinite…

O primeiro café

Novembro 8, 2009

Bem-vindo. Este é o nosso espaço para discussão. Um Café para (di)Gestão. Recebemos aqui visitas como quem recebe amigos. Trazemos à mesa e à conversa temas inovadores de gestão, estórias de empreendorismo, estudos de caso e o poder das grandes ideias. Queremos estar um passo à frente, e como sabemos que as novidades chegam sempre ao café, nessa forma bem portuguesa, é aqui que lançamos a discussão.

Esperamos divertir-nos!

coffee table

No café Martinho da Arcada, Pessoa com Augusto Ferreira Gomes (de pé), António Botto, Raúl Leal e um desconhecido, de fato claro.