A gripe da Manuela e os “Connectors”

Novembro 13, 2009

Esta semana a Manuela, a nossa contabilista, lançou o pânico na empresa por andar engripada, agravado pelo nosso medo da transmissão da gripe A. Entre conversas e leituras lembrámo-nos deste tema, por causa da gripe e porque nos sentimos todos um pouco “connectors”…

O PODER DOS CONNECTORS

Talvez ainda não tenhamos reparado. Não interessa se estamos a analisar a transmissão do vírus da gripe A, as últimas tendências da moda ou o factor de sucesso das empresas. Por detrás destes acontecimentos reside exactamente a mesma causa: o comportamento humano.

É um fascinante exemplo da atitude “sair da caixa”: No bestseller “The tipping point”, o autor, Malcom Gladwell, compara a transmissão das modas a uma epidemia: e a teoria é que há certas situações que têm, por reunirem um determinado conjunto de factores, a capacidade de “tip”, que se define pelo momento no qual a mudança se torna um fenómeno imparável, um ponto de viragem epidémico de adesão exponencial.

Ao abordar o factor “Law of the Few” a obra explora o tema dos “6 graus de separação”, estudado pelo psicólogo Social Stanley Milgram, ou o tema 80/20, que defende que 80% do trabalho é feito por 20% da população. E quem o faz, neste caso, são os connectors.

Os connectors são aqueles  “que unem o mundo”, pessoas com um dom especial de fazer ligações. Têm uma capacidade única para criar laços e fazer novas amizades, mas também a flexibilidade de pertencer a diferentes mundos. Para permanecer em contacto com as suas largas redes de amizades, com mais de 100 pessoas, mantêm o que Gladwell chama de uma “weak tie”, um contacto pontual, mas continuado. E é a arte de gerir estas ligações que as torna especiais. Nas interacções sociais, são os connectors que facilitam a transmissão das mensagens, encurtando a “distância” que estas têm de percorrer entre os agentes.

Na difusão de uma epidemia é também a minoria que faz a transmissão. São os viajantes, os dinâmicos, os relacionados. São os connectors que divulgam as modas, os produtos na berra, sabem com quem falar e com quem se relacionar. Aquele amigo nosso que conhece sempre alguém que procuramos. Transpondo para gestão, é importante na transmissão de uma mensagem que esta chegue à boca dos connectors.

Apesar de contestado por alguns autores neste tema, o livro “The tipping point” é uma leitura refrescante, especial para a compreensão do poder das pequenas coisas nas relações humanas, explorando ideias de marketing inovadoras, recheado de temas interessantíssimos para lançar uma conversa de café…

O livro:

“The tipping point – How little things can make a big difference”

Malcom Gladwell, USA

…já leram o livro?  Sabem reconhecer um connector?

virus

E afinal não era gripe, era apenas a sua rinite…

3 Respostas to “A gripe da Manuela e os “Connectors””

  1. Por essas e por outras estive a semana toda fora em “trabalho”!!🙂

  2. Mas a contabilidade ficou constipada?

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