O fenómeno de empreendedorismo vem em ciclos. Os anos 80 foram o tempo das grandes invenções financeiras e de reestruturação. Nos anos 90, caímos em nós, transformando inovação em empresas e criando novas áreas de negócio, tais como os telemóveis e a internet, que mudaram a nossa sociedade. Na década seguinte foi novamente focada a atenção para a reestruturação financeira e inovação, e podemos, em consequência, ter acabado com menos empresas que as com as quais começámos.

Mas tudo isto está prestes a mudar. Permitam Pedro Nueno, Professor de empreendedorismo da IESE Business School, fazer a sua previsão:

“Há uma grande quantidade de inovação a acontecer nas empresas, o problema é que esta não está a ser transformada – de uma forma mais ou menos deliberada – em negócio. Há ainda uma data de ideias inovadoras formando-se nas cabeças dos executivos, cientistas, doutores e profissionais de todas as indústrias. Infelizmente, essas pessoas não estão suficientemente interessadas em dar o grande salto”

Realmente consta-se que muitos produtos inovadores a darem “o salto” originaram-se de processos muito anteriores: O telemóvel com as suas origens remontando os anos 20, o carro eléctrico os anos 60.

É, no entanto, no tempo presente que se começam a ver os grandes desenvolvimentos da inovação aplicada: no sector automóvel, na saúde, nas telecomunicações.

Podem-se observar os grandes grupos empresariais e os novos projectos de empreendedorismo a aumentar, captando a inovação aplicada e apostando em mercados de milhares de milhão de euros: Ásia e África.

 A previsão é a seguinte:

“Chegou o tempo de tirar a inovação do armário para o mercado, sendo que o mercado é todo o mundo”.

E para isso o painel de gestão tem de ser proactivo para liderar, e, para tal, tem que estar entusiasmado.

Mas atenção, porque há também mais uma previsão: A década de 2010 será muito positiva, mas já pensaram na crise de 2019? Enquanto tiramos proveito da época de crescimento, lembrem-se que a economia funciona em ciclos!…

 Fonte: IESE Alumni Magazine, “Entrepreneuring Towards 2020”, Pedro Nueno

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Mas que conceitos são estes? Estes, e ainda mais outros que não abordámos, são os zunzuns do que será a nova geração cosmopolita.

Todos têm significados diferentes, mas assentam num pressuposto comum: a consciência da importância da criatividade e da inovação na vida e na alma das cidades desenvolvidas.

Falamos aqui de cidades vibrantes e multiculturais que conseguem atrair talentos, cidades que conseguem regenerar a sua oferta cultural e integrá-la do dia a dia dos habitantes, falamos de novos estilos de vida onde trabalho é lazer, e lazer pode ser trabalho, da importância da afirmação do indivíduo, falamos da possibilidade da arte como indústria com intuito de comercialização, falamos de novos movimentos, de novas noções de arquitectura, falamos de novos territórios e de cidades dentro de cidades: pólos de elevada criatividade…

Falamos de um cenário onde a criatividade pode e deve ser integrada em políticas públicas, possibilitando a captação de recursos altamente qualificados, a investigação de universidades e empresas e, desta forma, um crescimento sustentado do PIB, apoiado numa atitude tolerante, valorizadora da diversidade social e cultural.

Por agora, e por ser um tema demasiado vasto, deixamos apenas um cheirinho do fascinante potencial da criatividade.

Consegue identificar cidades criativas?

… já tinha ouvido falar disto?

 

Fontes:

Caminhos Tortuosos

Março 12, 2010

“Já repararam que as grandes figuras do nosso tempo não seguem um percurso planeado, mas sim um caminho tortuoso?”, tinha perguntado, retoricamente, o Manuel.

As palavras, pairam no ar, vão ficando, remoendo, até que nos deparamos com as histórias que o confirmam.

 Como esta, do Steve Jobs, aqui magnificamente descrita num discurso proferido aos graduados de Sanford, em 2005: uma pequena pérola sobre sucesso…

(Reparem também como este discurso é um exemplo do método de storytelling, descrito neste post)

“Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive.”

Fernando Pessoa

Uma lição de recomeço

Março 8, 2010

Naquela manha de sábado, ao ouvir as notícias sobre o que se estava a passar na Madeira, a preocupação começou a avolumar entre contornos indefinidos e tenebrosos.

O telemóvel chamava pelos amigos naquela ilha de brilho e de flores.

A tarde veio trazer a noite, fria e dolorosa.

Na manhã seguinte entre escombros e solidariedade, o nosso colectivo inventou emoções e o Luís Jardim deu-nos a conhecer esta canção…

Sintam, vejam, cheirem este filme que um grande amigo madeirense me enviou.

Para nós representa a capacidade que a raça humana tem em lidar com toda a natureza.

O que esta tem de bom e nos exalta e o que nos atormenta e nos faz sofrer!

Neste aparente paradoxo os acontecimentos indesejáveis possuem uma capacidade de retomar todos os grandes valores da nossa sociedade portuguesa e mover numa enorme vontade de renovação, de melhoria e de aprofundamento das relações. Apesar de todo o sofrimento…!

Como o meu amigo madeirense me dizia:

“Veja este filme e diga-me se não é LINDO!”

É MARAVILHOSO. Respondi eu!

Manuel Nascimento