Passar a década

Maio 28, 2010

Alguém dizia com muita confiança de quem viu a sociedade crescer de forma incrivel durante o final do séc. XX que as empresas na nova economia tinham de ser mais eficientes, mais transparentes nos seus negócios e acima de tudo mais competitivas. Com o passar da primeira década do séc XXI parece-nos que esta crise de crescimento em que estamos tornou-se numa recessão acentuada e a onda de choque está a colocar em causa muitas empresas, familias e perspectivas de uma boa vida. Neste momento já não se trata dos temas da nova economia mas sim um “back to basics”, colocando os referenciais de gestão básicos em marcha e tentando minimizar os custos e maximizar os investimentos em capital reprodutivel. Ao abordarmos estes conceitos os colaboradores da C4G discutem a gestão do conhecimento como forma de transpor os referenciais implicitos das organizações para conhecimento explícito e assim fazer com que o conhecimento do negócio, dos clientes, das suas necessidades e dos seus problemas possam ver uma solução mais especializada num serviço ou produto de dada empresa.

Também nós fazemos um grande esforço para compreender as problemáticas dos nossos clientes e por isso somos sempre chamados aos mais diversos desafios.

A nossa resposta é e continuará a ser sempre com idoneidade, grande frontalidade e sempre receptivos a responder aos mais diversos desafios. As empresas sabem que podem contar connosco! Parábens à C4G – Consultores de Gestão e a todos os seus!

Tiago Nascimento

Sai do meio!

Maio 24, 2010

Se Confúncio fosse vivo e andasse nos tempos de hoje e apregoasse as suas teorias pelas ruas certamente iríamos correr atrás dele para mandá-lo calar-se imediatamente.

Como diz o Confúncio…

“No meio está a virtude”?

Isso já não faz sentido!?

Se Confúncio fosse vivo explicar-lhe íamos a importância de sair do meio. De saltar fora da zona de conforto e de se apostar na diferença como modo de competir e sobressair num mundo onde cada vez as empresas são mais e o dinheiro menos.

Bem a propósito, se Confúncio fosse vivo e o apanhasse na rua mostrava-lhe o último livro que andei a ler.

CAÇA AO TESOURO – DENTRO DA MENTE DO NOVO CONSUMIDOR

Este livro fala de como o consumidor contemporâneo da classe média mudou os seus padrões de consumo nas últimas décadas 

Com o segmento de mercado intermédio a diminuir em todos os sectores na ordem dos 20%, o autor, John Butman, aponta claramente para a importância do posicionamento nos extremos em termos de produto. O que quer isto dizer?

 A classe média já não quer gastar dinheiro em produtos da gama média: ou prefere pagar muito mais, ou muito menos – ao que o autor chama trading up e trading down – uma estratégia para sair da monotonia dos orçamentos constantes, endividados e limitados.

Ora isto é uma isto é uma indicação importantíssima para as empresas e potenciais empreendedores no posicionamento em termos de produtos. No segmento alto os produtos devem ser experiência única, com uma forte componente emocional – e é extremamente importante entender essa emoção – no segmento baixo os produtos servem pela sua utilidade e pelo preço – mas é preciso uma procura exaustiva por baixar sempre mais o preço e aumentar ao máximo a qualidade. O esforço torna-se bastante maior que o de uma estratégia de meio, mas a recompensa, segundo ao autor, também o é.

 O diálogo com os clientes é fundamental: entenda o que estes procuram na sua organização e como a vêm. Para além de todos os estudos de mercado, fale, veja como estes gerem o seu orçamente o pense como os pode ajudar.

Se o Confúncio fosse vivo e o tivesse encontrado no meio da rua acredito que por esta altura já o teria convertido à teoria, 

E lá continuaria ele, mas desta vez a apregoar:

“Nos extremos está a virtude!”

Lígia Fernades

Neste 21 de Maio de 2010 fizemos 9 anos de intervenção no mercado português.

Se o assunto fosse pessoas diríamos que estávamos na meninice e apontávamos para a adolescência. Estaríamos – se fossemos bons alunos – a concluir o 1º ciclo do ensino básico. Estaríamos sem dúvida com toda a vida pela frente!

A C4G não é uma pessoa mas sim um conjunto de pessoas.

Os seus clientes e amigos que nos dão a confiança e os desafios para o seu desenvolvimento.

Os nossos colaboradores e amigos que nela trabalham e trabalharam e que sempre colocaram a criatividade, a imaginação, o saber, a experiência e eles próprios em permanente estado de envolvimento e dedicação.

Os nossos consultores e formadores amigos e companheiros que aceitam partilhar o grande conhecimento e experiência. E todos os demais…

Bem, temos que nos preparar para o 2º Ciclo e porque não vamos deixar de ser amigos e vamos começar a namorar?

Manuel Nascimento

Trabalhamos para a Inovação nas organizações. Em todos os projectos em que entramos somos sempre muito bem recebidos. A gestão de topo faz um especial enfoque na necessidade da Inovação e na organização inovadora como um dos factores fundamentais para atingir ganhos de competitividade e para combater a crise que este velho continente atravessa.

Realmente, as pessoas vêm com um brilhozinho nos olhos e quando se retiram lá vai o brilhozinho. Para nós é reconfortante perceber que ainda há satisfação nas organizações e que a inovação é um dos factores alavancadores do gozo organizacional.

Queremos ideias, voluntários, equipas e o que sentimos? O brilhozinho nos olhos perdura? Parece-nos que sim, mas não tanto como noutras actividades como as que fomentam o voluntariado em termos das actividades sociais. Então o que se passa?

Feiron Yuan da Universidade do Kansas e Richard Woodman da Texas trazem à baila o tema dos “Riscos da Imagem” e do seu carácter desfavorável no ambiente social das organizações. Eles referem que diminuem significativamente a interacção da actividade inovadora na organização. Geralmente quando isto sucede a restante organização trata os indivíduos que promoveram a ideia inovadora como pertencente à classe dos “idiotas”. Segundo estes autores, estes idiotas às vezes provocam a ira dos outros e têm receio das consequências.

O papel dos gestores para a Inovação e para o Empreendedorismo deverá ser a habilidade de alimentarem as atitudes que conduzem não só ao aparecimento de idiotas mas igualmente de idiotices?

Será que as organizações de futuro serão constituídas somente por idiotas?

A década perdida!

Maio 10, 2010

 

Não sou economista …! Sou apenas um gestor de empresas na área do empreendedorismo e da inovação, no entanto se fosse economista questionaria se esta década primeira deste novo século e milénio apresentará um saldo positivo ou irá ser uma década perdida!?

Como não sou economista não consigo responder e peço ajuda para isso!

O que eu sei é que as políticas seguidas nos anos 80 do FIRE (Finance, Insurance e Real State) parecem ter terminado ou se eu for um céptico poderei dizer abrandado.

Um dos sinais claros desta década é uma crise que se anuncia em 2007, avança para 2008 e continua em  2009 e 2010. … pelo menos no velho continente europeu pois, nos outros espaços económicos é totalmente diferente (vejam a China!).

A pequena poupança está a aumentar nos bancos não com o sentido de amealhar para fazer o “pé de meia” mas sim para pagar o endividamento que se obteve no desenvolvimento da política FIRE.

No entanto, eu consigo identificar alguns avanços e recuos na velha Europa e no nosso velho país de Portugal.

A Europa está fantástica, apesar desta confusão toda que vivemos. Todos os outros blocos económicos resultaram de um processo de construção rápida após uma guerra. O processo de construção da Europa tem sido lento e em tempo de paz! Por isso é totalmente diferente do estigma tradicional “…de que é preciso destruir para construir!”, ou seja é possível construir em tempo de paz.

Quanto às empresas a coisa não é tão linear. Nós utilizamos os mais experimentados modelos de análise de valor, das boas práticas e do balanço das competências organizacionais. E realmente aqui, pelo menos em Portugal a situação não é tão optimista e surge à tona a pergunta:

Será que esta década está perdida?

Será que as práticas que construímos e executamos para o nível de competências que conseguimos não conseguem gerar o valor necessário para a nossa sobrevivência e competitividade como tem acontecido nesta primeira década?

Manuel Nascimento

Esta solução do self.conhecimento não é assim tão fácil pois o ser humano não tem muita apetência para alimentar o seu conhecimento. Então é aqui que entram os chefes, mas essencialmente os líderes para nos orientarem nos trabalhos face a objectivos a cumprir. Bartz diz que os líderes terão que ganhar sempre 2 competências:

·       a capacidade de ouvir mais do ouviam e a serem mais selectivos no que ouvem

·       a segunda é aprenderem a lidar com as barbaridades que escrevem sobre eles na NET, reagindo com maturidade à vaga das criticas publicas.

Carol Bartz refere (Presidente e CEO da Yahoo) que a Internet está cheia de barbaridades e coisas feias acerca dela. Ela admite que devia ler esses comentários horríveis e aprender com eles, mas não vai fazê-lo. Vai tapar os ouvidos e seguir o seu caminho como se nada fosse. Indiferente, portanto!

Será que os nossos posts são apontamentos de má-lingua que deve ser controlada? Por líderes?