C4G Coffee Cloud

Junho 14, 2010

Com os acontecimentos recentes da denominada “nuvem Islandesa” lembrei-me que ainda não tinha testado o blog C4G coffee para ver qual era a nuvem de palavras existente.

Deixo aqui para todos os Bloggers verem.

Tiago Nascimento

 

Se andarmos uns anos para trás, os mares eram imortalizados em belos poemas de rimas e prosas, em que normalmente evidenciavam a magnitude desta miragem maravilhosa que não tem fim.

Estes belos poemas imortalizados pelo tempo e pela paixão incontrolável e incompreendida do oceano, nunca falavam de poluição, de desastres ambientais, de petrolíferas que volta não volta derramam o seu precioso petróleo, de barcos encalhados, de animais a morrer devido a diversos excessos cometidos pelo Homem…

Tal coisa não existia, ou pelo menos desta dimensão, o importante era como os oceanos eram uma maravilhosa incógnita para o ser comum e que davam asas à imaginação de qualquer poeta romântico e apaixonado.

Hoje em dia, não temos poemas românticos de cavaleiros destemidos e apaixonados mas temos a ecologia, a reciclagem, as lâmpadas de baixo consumo, a separação de lixos, os 3 R’s, animais e ambientes protegidos por leis severas… Não seria melhor voltarmos ao tempo dos poemas românticos? Em que os oceanos eram um tapete azul de veludo magnífico que tinha o poder de nos fazer sentir pequeninos? Em que não tínhamos de remediar o mal porque esse mal não estava feito?

Mar sonoro, mar sem fundo mar sem fim.

A tua beleza aumenta quando estamos sós.

E tão fundo intimamente a tua voz

Segue o mais secreto bailar do meu sonho

Que momentos há em que eu suponho

Seres um milagre criado só para mim.

                                       Sophia de Mello Breyner

Inês Santos

 

Imitar ou Inovar? Selva, macacadas, copycats, leões e a Inovação!

Actualmente, se falarmos em inovação nas empresas, independentemente do que for encontra-se à partida legitimado pela gestão de topo.

 – É fundamental a inovação! Dizem os administradores.

– O que estou a fazer, nunca foi feito. É inovador!! Diz o trabalhador. Vem logo a resposta. Faça…!

Independentemente da avaliação da oportunidade pretendemos debruçarmo-nos sobre um universo de actores nas organizações que actuam na área da inovação.

Nos manuais sobre a inovação (e não na literatura romântica sobre a matéria – que o Prof. Sandro Mendonça referencia como literatura de aeroporto!) utilizam-se termos como “…novos ou significativamente melhorados” na definição dos tipos de inovação, a saber: produto, processo, organizacional e marketing.

Quando utilizamos o termo “novo” estamos a falar de Inovação? E quando utilizamos o termo “significativamente melhorado” estamos a falar de imitação? Não necessariamente! Mas, a maioria das vezes, os antecedentes do “significativamente melhorado” decorre de processos de “imitação”.

Na sociedade desvaloriza-se a imitação e a maioria das vezes condena-se! Exemplo: – O plágio!

A imitação é uma actividade que precisa de ser mais aprofundado pois, em si é executada por entidades muito inteligentes (o povo chama-lhe “espertos ou muito espertos!”).

Existe um termo que a linguagem anglo saxónica utiliza e que eu não traduzo porque tenho um especial carinho por ele – “copycat”.

Os “copycats” possuem características únicas.

Além de inteligentes, são muito rápidos na actuação, são de grande acuidade estratégica por isso, possuem uma visão impar, uma capacidade de mapear o mercado e de avaliar as oportunidades muito elevada, muita iniciativa, perseverança e geralmente associada a competências técnicas de muito bom nível. Devido a esta universalidade de características conseguem alcançar vantagem competitiva em relação aos Inovadores.

Oded Shenkar, professor na Universidade de Ohio em entrevista à HBR aponta que 98% do valor da inovação fica nos copycats e chama-lhe a ratoeira. Este professor, em estudos efectuados refere que estes copycats com um terço do investimento dos inovadores transfiguram a inovação acrescentado valor a um preço de mercado mais barato que o original.

De acordo com os etologistas a capacidade de imitar é o que permite aos grandes macacos sobreviver em ambiente hostil. Algumas das conclusões do brilhante professor (e que nos perdoe a linguagem popular!) é que os copycats transformam-se em leões na selva através de macacadas! – arrecadando os 98% do “bolo” da Inovação!

Muitas sequências de raciocínio e de actuações poderiam ser consideradas, mas voltando a colocar alguma seriedade neste “Blog C4G Coffe” será possível posicionar a Inovação no final ou no princípio da cadeia:

Inovadores – selva —  copycats – leões – Inovadores ?

 Já agora esta cadeia encontra-se nos modelos de inovação?

Manuel Nascimento

Hoje quero ser criança!
Quero ir brincar para o recreio com os meus amigos! Quero aquele balão vermelho e transparente que aquele senhor engraçado tem na mão! Quero olhar para o mundo de baixo para cima! Quero brincar, saltar e gritar!
Quero chegar a casa com os joelhos esfolados, não faz mal, mãe, tive a brincar na terra, tive a brincar ao berlinde, tive a brincar…
Quero que a minha única preocupação seja ter de comer brócolos ao jantar, será que o jantar vai ser brócolos? E sopa? Tem mesmo de ser? Que injustiça!!! Os adultos não têm este problema…são donos de si próprios, podem fazer o que querem…De certeza que os adultos comem gomas ao pequeno-almoço, almoçam e jantar….que sorte…
Quando for grande vou fazer tudo o que não posso agora! Vou ficar a ver televisão até tarde, comer muitos doces, nunca comer brócolos, nem peixe cozido! Vou estar o dia todo na rua a brincar com os meus amigos, não me vão obrigar a lavar os dentes e a “chichi, cama”!
Quando for grande…quero ser criança!
 
 
Inês Santos