Selva, macacadas, leões, copycats e a Inovação

Junho 7, 2010

 

Imitar ou Inovar? Selva, macacadas, copycats, leões e a Inovação!

Actualmente, se falarmos em inovação nas empresas, independentemente do que for encontra-se à partida legitimado pela gestão de topo.

 – É fundamental a inovação! Dizem os administradores.

– O que estou a fazer, nunca foi feito. É inovador!! Diz o trabalhador. Vem logo a resposta. Faça…!

Independentemente da avaliação da oportunidade pretendemos debruçarmo-nos sobre um universo de actores nas organizações que actuam na área da inovação.

Nos manuais sobre a inovação (e não na literatura romântica sobre a matéria – que o Prof. Sandro Mendonça referencia como literatura de aeroporto!) utilizam-se termos como “…novos ou significativamente melhorados” na definição dos tipos de inovação, a saber: produto, processo, organizacional e marketing.

Quando utilizamos o termo “novo” estamos a falar de Inovação? E quando utilizamos o termo “significativamente melhorado” estamos a falar de imitação? Não necessariamente! Mas, a maioria das vezes, os antecedentes do “significativamente melhorado” decorre de processos de “imitação”.

Na sociedade desvaloriza-se a imitação e a maioria das vezes condena-se! Exemplo: – O plágio!

A imitação é uma actividade que precisa de ser mais aprofundado pois, em si é executada por entidades muito inteligentes (o povo chama-lhe “espertos ou muito espertos!”).

Existe um termo que a linguagem anglo saxónica utiliza e que eu não traduzo porque tenho um especial carinho por ele – “copycat”.

Os “copycats” possuem características únicas.

Além de inteligentes, são muito rápidos na actuação, são de grande acuidade estratégica por isso, possuem uma visão impar, uma capacidade de mapear o mercado e de avaliar as oportunidades muito elevada, muita iniciativa, perseverança e geralmente associada a competências técnicas de muito bom nível. Devido a esta universalidade de características conseguem alcançar vantagem competitiva em relação aos Inovadores.

Oded Shenkar, professor na Universidade de Ohio em entrevista à HBR aponta que 98% do valor da inovação fica nos copycats e chama-lhe a ratoeira. Este professor, em estudos efectuados refere que estes copycats com um terço do investimento dos inovadores transfiguram a inovação acrescentado valor a um preço de mercado mais barato que o original.

De acordo com os etologistas a capacidade de imitar é o que permite aos grandes macacos sobreviver em ambiente hostil. Algumas das conclusões do brilhante professor (e que nos perdoe a linguagem popular!) é que os copycats transformam-se em leões na selva através de macacadas! – arrecadando os 98% do “bolo” da Inovação!

Muitas sequências de raciocínio e de actuações poderiam ser consideradas, mas voltando a colocar alguma seriedade neste “Blog C4G Coffe” será possível posicionar a Inovação no final ou no princípio da cadeia:

Inovadores – selva —  copycats – leões – Inovadores ?

 Já agora esta cadeia encontra-se nos modelos de inovação?

Manuel Nascimento

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