Não seria melhor escrever poemas?

Junho 9, 2010

 

Se andarmos uns anos para trás, os mares eram imortalizados em belos poemas de rimas e prosas, em que normalmente evidenciavam a magnitude desta miragem maravilhosa que não tem fim.

Estes belos poemas imortalizados pelo tempo e pela paixão incontrolável e incompreendida do oceano, nunca falavam de poluição, de desastres ambientais, de petrolíferas que volta não volta derramam o seu precioso petróleo, de barcos encalhados, de animais a morrer devido a diversos excessos cometidos pelo Homem…

Tal coisa não existia, ou pelo menos desta dimensão, o importante era como os oceanos eram uma maravilhosa incógnita para o ser comum e que davam asas à imaginação de qualquer poeta romântico e apaixonado.

Hoje em dia, não temos poemas românticos de cavaleiros destemidos e apaixonados mas temos a ecologia, a reciclagem, as lâmpadas de baixo consumo, a separação de lixos, os 3 R’s, animais e ambientes protegidos por leis severas… Não seria melhor voltarmos ao tempo dos poemas românticos? Em que os oceanos eram um tapete azul de veludo magnífico que tinha o poder de nos fazer sentir pequeninos? Em que não tínhamos de remediar o mal porque esse mal não estava feito?

Mar sonoro, mar sem fundo mar sem fim.

A tua beleza aumenta quando estamos sós.

E tão fundo intimamente a tua voz

Segue o mais secreto bailar do meu sonho

Que momentos há em que eu suponho

Seres um milagre criado só para mim.

                                       Sophia de Mello Breyner

Inês Santos

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