Publicidade versus Mulher

Setembro 29, 2010

Num mundo cada vez mais globalizado, as agências publicitárias têm de optar por diversas formas de comunicar, para que os seus produtos ganhem destaque. Se olharmos com atenção para as imagens publicitárias de hoje em dia, verificamos que o corpo da mulher está constantemente ligado à perfeição e aos estereótipos de beleza e está retratado em quase todos os meios de comunicação.

Na maior parte das vezes, a mulher, aparece na publicidade como um mero objecto, é puramente simbólico. Assim, as mulheres para além de consumirem o produto, consomem também tudo o que está imposto nessa imagem, um ideal de beleza.

Mas existem excepções, um dos exemplos que posso referir aqui é a famosa publicidade da Dove, que tentou mostrar a mulher e a beleza tal como ela é. Sem photoshop e sem dietas rigorosas para “caber” na tela.

Penso que hoje em dia os consumidores estão mais virados para a realidade do que para a ficção em termos publicitários. A meu ver, ficámos um pouco fartos de sermos “enganados” por imagens ideais de tudo e mais alguma coisa.

Porque no fundo o ideal de beleza existe? Ou é só uma ideia pré-concebida na nossa cabeça e na nossa sociedade?

 Inês Santos

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Em Portugal existe um provérbio que aponta para “Aprender com os erros!” como uma das formas de aprendizagem. Nesta referência ancestral e claro pertencente ao século passado é brutalmente confrontada, entre outras coisas com a aquisição de formação necessária para a aquisição de competências.

No entanto, recentes estudos referem que o que se aprende de uma forma consistente e inequívoca é com o sucesso!

Uma equipa do MIT´s Picower Institute for Learning and Memory documentou um tipo de feedback do contexto que activa as capacidades de plasticidade – o “sucesso” nas acções desenvolvidas! Igualmente importante e de alguma forma surpreendente: o seu oposto – o “falhanço” não tem impacto!

Earl Miller, o investigador chefe publicou no jornal Neuron no Verão de 2009, um estudo que demonstra que se absorve mais no “sucesso” do que no “falhanço”.  Segundo este cientista, os neurónios do córtex pré-frontal são onde o cérebro capta o “sucesso” e o “falhanço”, adoptando e sintonizando as experiências positivas de “sucesso”. Refere que, o “sucesso” é mais importante que o “falhanço” e que a actividade do cérebro é mais eficiente quando for necessário captar similar evento. Que após o “falhanço” há pouca actividade no cérebro, pois este não regista informação do mesmo género para ser reutilizada. Se receber um prémio o cérebro vai recordar. Mas com o “falhanço” (a não ser que haja uma clara tendência negativa e traumatizante) o cérebro não tem a certeza do tipo de registo a efectuar não servindo por isso como referência em acontecimentos futuros e similares.

Será que no local de trabalho tal é desejável? O cientista foi extremamente cauteloso quando o questionaram sobre este tema específico alvitrando que se deve, sim dar atenção ao “falhanço” nos locais de trabalho!

Manuel Nascimento

“O único homem que está isento de erros, é aquele que não arrisca acertar.”

Albert Einstein

Arriscar é uma palavra poderosa! É engraçado como uma palavra tão pequena e singela tem tantos significados por trás dela.

Arriscar – é assustador

Arriscar – é medonho

Arriscar – é corajoso

Arriscar – é forte

Arriscar – é loucura

Bem, por mim continuava aqui a escrever um rol de significados que podem existir por trás desta pequena palavra. Mas para isso, mais valia abrir o dicionário e despejar uma série de nomes “giros” para aqui e está feito!

Mas não era esse o meu objectivo quando iniciei esta pequena conversa. A questão aqui não está nos significados que podem existir ou não por trás da palavra Arriscar.

O importante aqui é o significado que nós, cada um de nós, como seres individuais dá à palavra Arriscar.

Para mim, Arriscar, é uma palavra forte, segura e medonha ao mesmo tempo. Por vezes é necessário muita coragem para arriscar, mas é uma coragem positiva, não devemos ter medo disso. Compreendo que por vezes é mais fácil sentarmo-nos e ficar a ver a vida passar, e… Arriscar para quê? Não vale a pena…Faço amanhã…

Nnnaaaaaaaaaaaaaaaaaa… Não façamos isso. Temos de arriscar! Experimentar novas coisas!

Já dizia o ditado: “Quem não arrisca não petisca!”… E quem não gosta de um bom petisco?

Inês Santos

Podemos repudiar o talento?

Setembro 9, 2010

Tenho andado a falar de talentos nas mais diversas formas, mas sempre tendo como objecto as habilidades próprias (claro de cada um) aliadas à vontade e à tenacidade de conseguir obter objectivos empresariais e pessoais.

Eu penso que, todos nós temos os nossos talentos, uns que se adequam à empresa, que são compreendidos e incentivados na empresa, mas todos nós temos pelo menos um talento reconhecido, ou em fase de reconhecimento. Assim surgem pelo menos as seguintes dúvidas:

  • Sabes qual é o teu talento?
  • Não sabes qual é o teu talento, mas o teu “chefe”, “namorada”, “pai” ou “mãe” reconheceu algum?
  • E se tens muitos talentos mas nenhum é de interesse para a empresa? Vais-te despedir para poderes aplicar o teu talento em quem o possa potenciar? Ou será que a empresa pode utilizar esse talento e potenciar esse incorporando-o num produto da empresa?

Porque a grande questão é simplesmente esta. Quem tem o direito de repudiar o talento de cada um?

Manuel Nascimento