O jogo

Novembro 24, 2010

Num mundo globalizado, em permanente movimento, somos confrontados com um novo desafio: mantermo-nos dentro do jogo, dentro dos acontecimentos, gerindo expectativas e arriscando!

Ao assumir riscos tornamo-nos os actores principais da aventura desta “vida líquida” (na definição de Bauman), determinada por condições de incerteza.

Eu assumi um risco, ou melhor, vários riscos, num ano de incertezas (uma nova cidade, um novo projecto, um novo trabalho); esta assunção de riscos implica necessariamente a gestão de expectativas, profissionais e pessoais, que me permitirá, em última análise, lidar com a possibilidade do erro e uma necessária mudança de estratégia.

O objectivo será sempre um: contrariar a precariedade social que teima em persistir na nossa sociedade, nas nossas vidas pessoais, e ser agente da mudança!

Acredito que devemos ser agentes de mudança dos diferentes grupos que integramos (família, amigos, equipas de trabalho, organizações), inspirando a solidariedade, sensibilidade, tolerância ou cooperação, uma vez que esses grupos nos sustentam na adversidade e onde nos definimos.

Em suma, na construção das nossas narrativas de vida individuais, os desafios que se apresentam constituem mais do que tudo uma possibilidade: de auto-reflexão, de crescimento e de melhoria!

Melanie Morais

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Realmente não sei!

Quando mais ouço ou leio sobre a crise mais confuso fico! As pessoas e as organizações não têm dinheiro? Onde estão? Quem são eles? São os que nunca tiveram dinheiros ou aqueles que nem sabem quanto têm?

O estado português não pode originar défices tão elevados. Todos os números que não ultrapassem o número 3 são os desejados. Gastamos demais… produzimos de menos… e não temos nem ideias, nem força, nem tempo para as implementar! Gostaria de saber quanto custa (custou) esta crise nos últimos 3 anos para os portugueses e a quem é que a pagamos?

Se pensarmos somente em dinheiro e não no nosso amor-próprio e no nosso bem-estar, para onde foi esse dinheiro? Quem nos expropriou?

Países como Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha são os PIGE (Pig de porco) e isto o que é?

Quando alguém tenta diminuir os outros, por caracterizações como esta é-se conduzido a tentativas de humilhação e neste caso não é só um individuo, mas sim nações que estão em causa e como tal, é uma tentativa de humilhação colectiva! Querem-nos passar atestados de pobrezinhos, de coitadinhos, ou de porcos na União Europeia e no mundo?

Se a minha avó fosse viva e não dada a situações tão complexas e que só alguns percebem quase apostaria que diria “Olha filho isto não me cheira nada bem… Não estarão a tentar enfiar-te o barrete?!”.

Manuel Nascimento