Arriscar…

Março 14, 2011

Arriscar… Pedimos a todos os nossos colaboradores que escrevam! Este pedido dirige-se a temas possíveis nos “destaques” do site e no nosso blog “C4G Coffee”.

O C4G Coffee é um espaço descontraído onde se pretende discutir aquelas pequenas coisas…

… que nos tocam,

… nos fazem pensar,

e que, muitas vezes estão do lado esquerdo do politicamente correcto!

Pedimos a todos os nossos colaboradores que escrevam!

Pretendemos, assim, estimular o gosto pela escrita, pela compreensão e opinião sobre a vida e os seus factos!

Chegou-me um artigo que dizia “arriscar…” de uma colega nossa espanhola e que veio de El Puerto de Santa Maria e que se encontra a estagiar na empresa!

A principio tivemos alguma relutância em o publicar!

Não possuía aqueles conteúdos académicos que suportam os maremotos do pensamento de gestão!

No entanto tinha um senão…

O artigo é um testemunho. E como testemunho é forte, tem personalidade e direcção… !

De alguém que suporta um maremoto de pensamento de gestão (pessoal) e que arrisca noutro país e cultura para empreender em novos caminhos de vida! Simples e convido-os a ler!

Manuel Nascimento

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Arrisco

Março 14, 2011

Tudo nesta vida consiste em arriscar.

Mal ou bem, arriscar é um dos principais desafios da nossa vida. Todas as decisões que temos que tomar têm os seus riscos e vantagens e não os conseguimos controlar como gostaríamos, para poder evitá-los.

Sim, falamos sobre Empreendedorismo, sabemos que um emprendedor que está disposto a abrir uma empresa tem que saber, à partida, quais são os prós e contras para ter a certeza se a sua empresa irá resultar ou não. O emprendedor, para conseguir tudo o que pretende, tem que arriscar, tanto na sua vida pessoal como na sua vida profissional.

Como eu gosto de arriscar, estou agora a escrever este artigo para C4G e há um provérbio na minha terra, que diz: “Quién no arriesga, no gana” (Quem não arrisca, não ganha).

Elizabeth Suarez

Back to basics

Março 3, 2011

Lets go back to basics.

Vamos esquecer a corrida para aprender a caminhar. Vamos deixar as frases e argumentos para aprender a escrever, ou, até mesmo, a falar.

Lets go back.

Um exercício interessante.

Qualquer líder, qualquer profissional, qualquer pessoa. Volte a cassete em rewind e faça a pergunta.

 – O que é realmente importante?

Acredito que seria capaz de elaborar uma lista de prazeres, necessidades e prioridades: ter que alcançar determinado objectivo, ter tempo, ter dinheiro, ter mais clientes, ter colaboradores mais dedicados, deixar de ter problemas, ser respeitado, fazer o que se gosta, etc etc.

Por isso é certo que este ano, talvez por ter uma lista demasiado grande, tenha decidido voltar às bases. Reduzindo-a à sua essência e correndo o risco de ser demasiado óbvia, chego à conclusão:

“O mais importante é estar feliz.”

E digo estar e não ser, porque falo de um estado e não de uma condição.

Sei que provavelmente agora alguém esboça um irónico sorriso, sei que também outro pensa que sim, isso é muito bonito mas existem outras prioridades e não há tempo para pensar nessas coisas.

Eu digo que não. Eu digo que essa deve ser SEMPRE a principal prioridade. Para hoje.

A felicidade é uma receita feita de vários ingredientes que podem ser presentes, passados ou futuros e que definem a nossa motivação.

Lembro-me de uma importante lição que aprendi algures num voo internacional. “Em caso de despressurização, se estiver acompanhado de crianças, coloque primeiro a máscara de oxigénio em si e depois na criança”.

Dê primeiro ar a si para que o possa dar à criança.

O contrário poderia parecer mais nobre, mas seria também mais estúpido. Se não tivesse ar, como poderia dar ar aos outros?

Agora talvez consigamos fazer melhor a ponte: Se não estiver feliz, como posso tornar os que me rodeiam felizes (e, por consequência, motivados)?

Tenho conhecido empreendedores e líderes que não compreendem nem colocam essa prioridade pessoal. Gostaria de lhes explicar que, tal como a felicidade do líder é feita de ingredientes, esta própria é um ingrediente essencial ao sucesso da organização e a colaboradores mais motivados.

Pessoas motivadas são mais criativas, mais empenhadas, e funcionam melhor em equipa.

Colaboradores mais felizes não necessitam de uma remuneração tão elevada para se sentirem compensados.

Ao escrever este texto corri o risco de dizer tolices, uma vez que o escrevi por intuição, sem recurso a bibliografia. No entanto, posso dizer que me inspirei nestes dois livros, que recomendo a quem se interessa pela área:

  • Cartas para Cláudia, por Jorge Bucay (psicologia – felicidade)
  • The truth about you, por Marcus Buckingham (motivação no âmbito empresarial)

Por isso, se tem muitas “preocupações”, simplifique. Volte ao básico. Conheça-se.

Citando outra frase importante, desta vez dita por um vizinho num recado deixado numa mensagem de voz, depois da chamada ter caído:

“Pronto, já disse o que tinha a dizer.”

E soube-me bem.

Lígia Fernandes