The Oatmeal – If my Brain were an imaginary friend

Pois aqui na C4G não nos cansamos de dizer que a nossa empresa são as pessoas!

O que é isso de trabalhar com pessoas???

Bem, o primeiro ponto a assumir é que somos seres imperfeitos e, por vezes, até incompreensíveis e irracionais. Somos comandados por um cérebro que tem a capacidade louca de desligar, acender, de realizar raciocínios extraordinários e no entanto de não se conseguir lembrar onde raio é que colocámos as chaves do carro que ainda há 5 minutos tínhamos na mão.

Entender que trabalhamos com pessoas é o primeiro passo para assumir que precisamos de aprender psicologia.

Por exemplo: um dos últimos artigos da Harvard Business Review na edição de “How to get more done”, “Effective Managers say the same thing twice (or more)”  fala da importância de ser redundante para conseguir que as nossas indicações sejam cumpridas.

Acham que mandar um email com a indicação de trabalho é suficiente? Não é. A verdade é que os cérebros andam demasiado ocupados com ruído, outras tarefas e distracções, o que faz com que a mensagem do líder raramente seja assimilada à primeira. Outra constatação é que muitas vezes dizer também pode não fazer com que a mensagem seja assimilada. Os líderes mais eficientes são aqueles que repetem a mensagem várias vezes e usam diferentes meios de comunicação (por exemplo: um email seguido de uma chamada telefónica com a mesma mensagem). No estudo realizado pela Harvard constatam-se que 21% das mensagens são redundantes nos líderes sem poder formal, e 15% nos com poder formal. Experimentem. Hão de constatar que é a segunda mensagem que leva à execução da tarefa.

Outra curiosidade sobre o cérebro humano também associada a este tema tem a ver com a fixação dos nomes. Recentemente, entre cafés, discutimos esta nossa dificuldade em fixar nomes, principalmente quando ditos pela primeira vez. Então, aqui, torna-se importante ao longo do discurso voltarmos a referir o nosso nome para poupar ao nosso ouvinte momentos embaraçosos (por exemplo, ao contar uma história: “e o meu cliente disse – essa proposta é muito interessante, Lígia, temos que a discutir!”). Tal como dizer o nosso nome, dizer o da pessoa com quem estamos a falar, também é uma redundância incrível. Transmite proximidade, ajuda-nos a criar laços e indica o nosso interesse e atenção para com o nosso interluctor.

É caso para dizer: Que seres estranhos são as pessoas!

E é isso que nos fascina.

Lígia Fernandes

Fontes:

http://hbr.org/product/defend-your-research-effective-managers-say-the-sa/an/F1105D-PDF-ENG

http://blogs.hbr.org/kanter/2009/02/the-secret-to-getting-your-mes.html

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