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O multimilionário norte-americano Warren Buffett, detentor da terceira maior fortuna de todo o mundo, anunciou na terça-feira que tem um cancro da próstata. No entanto, o investidor de 81 anos assegurou que o tumor foi diagnosticado numa fase inicial e que não aparenta ser muito agressivo.( 18.04.2012 – 08:27 Por PÚBLICO)

Esta notícia deu-me vontade de comentar a sua filosofia de vida e os ensinamentos que podemos aproveitar para a gestão da nossa vida pessoal e profissional.

Ele é considerado o mais bem sucedido investidor no mundo, é o principal acionista, presidente do conselho e diretor executivo da Berkshire Hathaway. É constantemente citado na lista das pessoas mais ricas do mundo, sendo o terceiro homem mais rico do mundo, em 2011 (US$ 44 biliões)” É também um filantropo e esta notícia recente ainda me despertou mais curiosidade porque no seu testamento 85% da sua fortuna irá para fundações de caridade quando morrer, fazendo dessa a maior doação da história.

A sua vida é cheia de ensinamentos, dela tiram-se 10 mandamentos para gerir os negócios ou a vida pessoal. Ele não definiu estes mandamentos foram conclusões tiradas de experiências de vida e do seu modo de viver e fazer negócios.

1. Reenvista os lucros – A licção de Buffet? Mesmo uma pequena quantia pode transformar-se numa grande riqueza

2. Seja diferente – Em vez de olhar para a multidão, tente manter-se acima dela. Siga os seus instintos, Não os do resto do mundo

3. Não espere que as coisas caiam do céu– Rapidamente tomar decisões e atuar.

4. Imponha as condições antes de começar – Estabeleça sempre as condições antes, mesmo com amigos ou familiares

5. Controle as pequenas despesas – Vigiar as despesas pode aumentar-lhe os lucros e os seus dividendos

6. Limite o que pede emprestado – Se estiver muito endividado, negociar com os credores aquilo que pode pagar.

7. Seja persistente – Com tenacidade e engenho, pode vencer até um competidor mais experiente.

8. Saiba quando desistir – Deve saber quando retirar-se de um negócio em perda e não deixar que a ansiedade o leve ao engano e a tentar de novo.

9. Minimize todos os riscos – Perguntar a si próprio “ e depois como vai ser?” pode ajudá-lo a perceber todas as consequências de uma decisão.

10. Saiba o que o sucesso significa na realidade

Para mim a vida de Warren Buffet destaca-se por este último ensinamento. O que mais admiro não é a sua fortuna (pronto, talvez só um bocadinho) mas é o seu altruísmo e a sua lealdade às coisas na vida que o fazem verdadeiramente feliz. A título de exemplo tem só uma casa (modesta para a sua fortuna) há cinquenta anos, dificilmente muda de carro e compra sempre um usado, não usa computador, e surpresa, costuma vir a Sintra sem ninguém saber porque lhe dá imenso prazer.

Bem sei que ninguém é perfeito e também há quem o acuse de especulador e pouco honesto nos negócios. No entanto, não deixa ser um estranho caso de vida no mundo individualista e materialista em que vivemos.

Vale a pena ver o documentário seguinte para visualizar alguns dos aspetos que acabei de descrever

João Margaça

Bibliografia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Warren_Buffett

http://www.warrenbuffett.com/warren-buffett-10-ways-to-get-rich/

Anúncios

“Tou sim?…. É pra mim!”

Se está a visualizar um prado de ovelhas pachorrentas depois de ler estas palavras então sabe perfeitamente do que estamos a falar quando nos referimos a anûncios virais. A frase evoca um dos primeiros anúncios da Telecel em Portugal e, certamente, dos mais virais.

 

Anúncio viral: Um elemento que um grande número de espectadores decide partilhar com família e amigos.

O tema é abordado na edição de Março da Harvard Business Review, onde são estabelecidas cinco técnicas para contornar cinco problemas que, sendo ultrapassados, ajudarão as empresas a criar anúncios vistos e partilhados.

 

Problema1: Branding demasiado proeminente assusta os espectadores.

Solução: Utilize “brand pulsing” – Incormprar de forma não-invasiva a imagem da marca no anúncio.

Exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=NwCn-D5xFdc&feature=fvwrel

 

Problema2: As pessoas aborrecem-se facilmente

Solução2: Criar alegria ou surpresa imediata.

Exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=8h1VQBfLDLA

 

Problema 3: As pessoas vêm o anúncio por um tempo mas depois param.

Solução: Criar uma montanha russa de emoções.

Exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=EJJL5dxgVaM

 

Problema 4: As pessoas gostam do anúncio mas não o partilham.

Solução: Surpreenda mas não choque.

Exemplo (por chocar, muitas pessoas sentiram-se inibidas em partilhar este anúncio): http://www.youtube.com/watch?v=ew9cEATPzDEhttp://www.youtube.com/watch?v=ew9cEATPzDE

 

Problema 5: As pessoas, mesmo assim, Não partilham o anûncio.

Solução: Marque as pessoas que vão partilhar (com base na sua personalidade).

Exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=XQcVllWpwGs

 

O artigo está muito interessante, alertando-nos para a necessidade do marketing inteligente. Pode ser visualizado na íntegra aqui.

E, porque o objectivo é partilhar, aqui fica um dos meus preferidos. Uma pequena pérola dos anos 90 – com cheiro a outra era.

Qual é o vosso?

Lígia Fernandes

Não sei se por estar nesta área, não sei se por alguma questão cultural ou educacional, mas pessoalmente sempre senti uma grande necessidade de desenvolver a minha aprendizagem através da formação.

Sinto que, de uma forma algo similar, assim como uma mulher desvaloriza a sua imagem após ter sido mãe, os profissionais descuram a sua aposta na formação e educação após terem entrado no mercado de trabalho.

Quando alguém tem necessidade de contratar um profissional há vários factores em causa. Para além da experiência profissional e dos resultados atingidos, a educação e formação são necessariamente avaliados.

Estamos numa fase de constantes alterações, em que a sua carreira pode estar segura ou pode estar simplesmente por um fio. Muitas vezes não será resultado da sua acção, mas da movimentação do mercado.

Não podemos perder oportunidades de aprender.

É importante que esteja activo no mercado, que procure novas acções, que se envolva e promova o seu próprio crescimento. Lembre-se sempre que se não fizer por si, ninguém fará.

Procure recursos, formações e informações de forma a percorrer o seu próprio corredor de competências. Lembre-se que quando aproveita uma oportunidade para aprender está a construir o seu próprio caminho, está a criar as suas próprias oportunidades.

O processo de educação e formação não deve ser estanque e não deve encerrar nas nossas necessidades imediatas, deve ser algo dinâmico e atrevido.

Abra e feche portas do conhecimento e da competência. Construa o seu corredor e percorra-o a cada momento, a cada oportunidade.

Boas aprendizagens!

Carina Barbosa

O Javali e a Raposa

Abril 11, 2012

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Fonte: www.gerrenlamson.com

Estava um Javali na floresta a afiar os dentes numa árvore, quando apareceu uma Raposa.

Vendo o que o Javali estava a fazer, perguntou-lhe:

– Por que estás a afiar os dentes? Os caçadores não saíram hoje e não vejo outro perigo por perto.

– É verdade, minha amiga – respondeu o Javali. – Mas, no momento em que a minha vida correr perigo preciso de usar os dentes e, então, será tarde demais para os afiar.

Moral da história:

Prepara-te para as dificuldades.

In Fábulas de La Fontaine

Ouvimos cada vez mais a expressão “o mundo actual é uma selva”, demasiado competitivo, demasiado mutável.

Não pretendo reflectir ou explorar sobre as características ou papéis dos diferentes “animais da selva humana” e identificar possíveis actores na nossa vida social ou pessoal.

Na verdade o meu objectivo é reflectir um pouco sobre a oportunidade!

Há muito tempo que vivemos a lenda de que é na crise que surgem as oportunidades. Confesso que me faz alguma confusão estas conclusões generalistas. Não há dúvida que há pessoas que vencem na altura da crise, que surgem boas oportunidades, que a nossa capacidade de adaptação, mudança e criatividade supera as nossas próprias expectativas. Mas também não tenho dúvidas que certamente é nas alturas de crescimento económico e nas alturas de “bons ventos” que uma maior percentagem de pessoas vence, que surgem tantas ou mais oportunidades e que uma maior percentagem de pessoas é feliz e consegue alcançar melhores resultados.

Contudo, a realidade é que a situação actual é efectivamente de crise!

De forma assertiva e através de uma atitude optimista e criativa, contribua diariamente para virar esta crise, enquanto outras, em simultâneo, se vão construindo, de forma cíclica.

Não pertença ao grupo dos derrotistas ou desistentes. Fuja do grupo dos acomodados ou campistas. Seja alpinista na sua organização, no seu dia-a-dia, na sua vida pessoal e social. Enquanto vai subindo a montanha, nunca deixe de olhar para o topo (Dr. Paul Stoltz, Adversity Quotient).

Caso faça parte do grupo de pessoas que não foram atingidas pela crise; caso faça parte do grupo de pessoas inseridas num contexto atingido pela crise; ou caso faça parte do grupo de pessoas directamente atingidos pela crise; mantenha a mesma atitude: seja enérgico, produtivo e fuja do círculo vicioso das lamentações.

Esteja atento e aproveite cada oportunidade para resolver e antecipar possíveis dificuldades.

Não perca a oportunidade de usar os seus dentes simplesmente porque os decidiu afiar tarde demais!

“Às vezes olhamos tanto para uma porta que se fecha que, só muito tarde, vemos a porta que está aberta”

(Alexander Graham Bell)

Carina Barbosa

A poça de água

Abril 2, 2012

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Recentemente deparei-me que de forma inconsciente já não atendo o telemóvel quando o número é “não identificado”. Muito provavelmente consequência de 99 % das chamadas começarem com “Estou sim, é o Sr. João Margaça? Tem 5 minutos disponíveis?. Normalmente seguido de um discurso de uma operadora de telemóveis ou de uma empresa de seguros.

Pensando melhor, esta é apenas uma das defesas que criei contra um tipo de marketing ou publicidade que inunda o nosso quotidiano e tolda a nossa maneira de viver. É normal, pois o ser humano pela sua natureza adaptável cria imunidade ou toma atitudes evasivas contra um agente considerado agressor ou incomodativo.

Este tipo de marketing ou Outbound marketing é considerado cada vez menos eficaz. O consumidor é cada vez mais criativo a bloquear, consciente ou inconscientemente, emails, ações de telemarketing, publicidade generalizada nos meios de comunicação, outdoors, folhetos ou visitas comerciais.

As empresas começam a perceber esta realidade e a pensar em adotar novas formas de marketing mais eficazes e muito menos dispendiosas, tais como o Inbound marketing. Este é descrito por Brian Halligan, (CEO da HubSpot, um caso de estudo da Harvard Business School), como uma estratégia de atrair potenciais clientes através da oferta de informação útil. Ou seja algo que atraia visitantes ao nosso website ou a conhecer a nossa empresa através dos motores de busca, na blogosfera, ou nas redes sociais.

Penso, no entanto, que a informação útil não tem de estar necessariamente na Internet e com imaginação até se podem misturar os dois tipos de marketing aqui definidos. Pode parecer estranho, mas ao mesmo tempo engraçado, mas dos muitos folhetos que bloqueio e deito fora, guardei um porque além de publicitar a empresa, neste caso de alumínios, possuía uma bela tabela do tempo de cozedura de cada tipo de marisco.

Talvez seja importante em vez de utilizar um estratégia de comunicação semelhante a um disparo de shotgun, utilizar uma arma de precisão mais eficaz pensando no que o nosso mercado alvo valoriza ou pensa ser útil, onde e como comunica e por onde circula.

Como Brian Halligan refere no seu blog “Os elefantes costumavam estar na selva no anos 80 e 90, mas parece que já não estão lá. Migraram todos para poças de água na Savana (Internet). Então, em vez de continuar a caçar na Selva, eu recomendo que publicite nas poças de água ou torne o seu website uma poça de água”.

Coloco também aqui um vídeo que demonstra como o Inbound Marketing começa a fazer cada vez mais sentido num mundo em mudança exponencial.

João Margaça