A poça de água

Abril 2, 2012

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Recentemente deparei-me que de forma inconsciente já não atendo o telemóvel quando o número é “não identificado”. Muito provavelmente consequência de 99 % das chamadas começarem com “Estou sim, é o Sr. João Margaça? Tem 5 minutos disponíveis?. Normalmente seguido de um discurso de uma operadora de telemóveis ou de uma empresa de seguros.

Pensando melhor, esta é apenas uma das defesas que criei contra um tipo de marketing ou publicidade que inunda o nosso quotidiano e tolda a nossa maneira de viver. É normal, pois o ser humano pela sua natureza adaptável cria imunidade ou toma atitudes evasivas contra um agente considerado agressor ou incomodativo.

Este tipo de marketing ou Outbound marketing é considerado cada vez menos eficaz. O consumidor é cada vez mais criativo a bloquear, consciente ou inconscientemente, emails, ações de telemarketing, publicidade generalizada nos meios de comunicação, outdoors, folhetos ou visitas comerciais.

As empresas começam a perceber esta realidade e a pensar em adotar novas formas de marketing mais eficazes e muito menos dispendiosas, tais como o Inbound marketing. Este é descrito por Brian Halligan, (CEO da HubSpot, um caso de estudo da Harvard Business School), como uma estratégia de atrair potenciais clientes através da oferta de informação útil. Ou seja algo que atraia visitantes ao nosso website ou a conhecer a nossa empresa através dos motores de busca, na blogosfera, ou nas redes sociais.

Penso, no entanto, que a informação útil não tem de estar necessariamente na Internet e com imaginação até se podem misturar os dois tipos de marketing aqui definidos. Pode parecer estranho, mas ao mesmo tempo engraçado, mas dos muitos folhetos que bloqueio e deito fora, guardei um porque além de publicitar a empresa, neste caso de alumínios, possuía uma bela tabela do tempo de cozedura de cada tipo de marisco.

Talvez seja importante em vez de utilizar um estratégia de comunicação semelhante a um disparo de shotgun, utilizar uma arma de precisão mais eficaz pensando no que o nosso mercado alvo valoriza ou pensa ser útil, onde e como comunica e por onde circula.

Como Brian Halligan refere no seu blog “Os elefantes costumavam estar na selva no anos 80 e 90, mas parece que já não estão lá. Migraram todos para poças de água na Savana (Internet). Então, em vez de continuar a caçar na Selva, eu recomendo que publicite nas poças de água ou torne o seu website uma poça de água”.

Coloco também aqui um vídeo que demonstra como o Inbound Marketing começa a fazer cada vez mais sentido num mundo em mudança exponencial.

João Margaça

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