6h30, 7h00, 8h00…

Entre um despertar e umas cabeçadas de sono,  é  nestas viagens matinais que aclaramos o pensamento, trocamos ideias e memórias.

Pela janela passam paisagens queimadas de orvalho, banhadas de nevoeiro. Os sobreiros passam a eucaliptos, os eucaliptos a pinheiros, as planícies a montes.

“Lembro-me de, há muitos anos, ter assistido a uma aula do Professor: eu, que tinha um sentido muito crítico, quase que pulava da cadeira quando este afirma a meio da aula que as empresas eram todas iguais: AS EMPRESAS SÃO TODAS IGUAIS!”

“Realmente, parece-me que está a generalizar demasiado.”

“Claro, daí não concordar: Então agora as empresas são todas iguais, entre tante diversidade de dimensão, de produtos, de serviços, e , globalmente, com tantas diferenças culturais…”  “Só mais tarde, ao trabalhar com empresas, me aprecebi: Há coisas comuns a todas: a nível interno: todas precisam de infra-estruturas, sejam elas um edifício de escritórios ou um website; precisam de recursos humanos: pode ser a pessoa que gere o website ou uma equipa de 500 colaboradores; de logística, marketing, operações, e por aí fora”

“Claro, vendo nessa perspectiva faz todo o sentido!”

“E caminhar no sentido de maximização do potencial da cadeia de valor interna, é um objectivo que deve ser comum a todas as empresas.”

“As empresas são todas iguais…”

Lá fora continuam a passar pinheiros e eucaliptos azuis, serenos, indiferentes à passagem acelerada do automóvel. Uma outra esfera da realidade, desligada de todas estas preocupações humanas…