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A cooperação não é só uma buzzword actual mas sim algo que marca a diferença quando se pretende criar uma empresa, aspirar a ter uma vida melhor ou seguir um sonho de vida!

A cooperação empresarial afirma-se como um protocolo estabelecido entre duas ou mais organizações num dado âmbito e de forma a potenciar algo em forma de sinergias mútuas. Permite partilhar activos tangíveis e activos intangiveis, tais como: recursos humanos, conhecimento especifico, infra-estruturas, Inovação e desenvolvimento, etc.

Dada a conjuntura actual e dos próximos anos não tenho a menor dúvida que os empreendedores que tiverem a visão para criar protocolos de cooperação num âmbito que permita mitigar os riscos associados a factores chave do seu negócio poderão criar sustentabilidade e alguma vantagem competitiva temporária face ao seu benchmark empresarial. A cooperação facilita a vida do empreendedor em 2 fases distintas:

Numa primeira fase, a do plano de negócios, na qual muitas pessoas não chegam a criar a sua empresa porque não conseguiram lidar com certo risco que o negócio apresentava sendo que cooperando com outras entidades poder-se-á obter ganhos consideráveis e facilitar que certa pessoa efectivamente crie uma empresa, por exemplo: fazer outsourcing especifico para outra empresa continuamente, utilizar alguns recursos humanos de universidades que permitam desenvolver dado produto, utilizar infra-estruturas de outras entidades não utilizadas pagando uma pequena parte, entre outras. Esta situação permite olhar para os items do plano de negócios e mitigar alguns riscos ou custos especificos tornando-os mais acessiveis e com utilidade do que sem essa cooperação! 

Na segunda fase, já na actividade de dada empresa todas passam por momentos de reposicionamento ou necessidade de refrescamento de produtos, serviços etc. Este ponto critico nas empresas faz com que muitas não se consigam actualizar e reposicionar face às necessidades dos clientes e do mercado e acabam por morrer. Nesta fase a cooperação com outras entidades permite obter ganhos imensos considerando a importância actual de manter os postos de trabalho e criar valor empresarial nas regiões Portuguesas. Universidades, associações empresariais, institutos, empresas internacionais, e muitas outras organizações estão cada vez mais sensibilizadas e disponiveis para apoiar-se mutuamente. Igualmente na capacidade interna de esforço comercial das empresas poderá ser estabelecido um protocolo com outras entidades de forma a entrar nos contactos comerciais do segundo tentando vender outros produtos! 

Em jeito de conclusão: nos dias que correm não podemos ter as nossas empresas fechadas e achar que o que fazemos mais ninguém sabe fazer. Em conjunto criamos mais valor e é disso que se trata!

Tiago Nascimento

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That’s so damm cool!

Abril 7, 2011

 

Estava a navegar pela net e deparei-me com este pequeno achado: http://www.nship.org/

Gostei.

Pôs-me a pensar.

Não só porque está bom e tem boa informação, mas também porque está fixe.

Pôs-me a pensar sobre a minha geração.

É muito diferente da anterior! Tem uma necessidade de se exprimir, de dar o seu contributo à sociedade e é extremamente criativa. E o empreendedorismo? Tem uma nova onda, onde – na minha opinião – é muito mais importante a realização pessoal que o sucesso em vendas. Ou seja: Ser fixe é o objectivo: ter sucesso é uma consequência.

Resolvi investigar. Existem algumas informações: Pertenço à geração Y (a de 80), e a minha irmã à geração Z (a de 90).

A wikipedia diz que “esta nova geração de consumidores, constitui um público exigente e ávido por inovações. Preocupados com o meio ambiente e as causas sociais, têm um ponto de vista diferente das gerações anteriores, que viveram épocas de guerras e desemprego. Com o mundo praticamente estável e mais favorável à liberdade de expressão, esses jovens conseguiram se preocupar com valores antes menos prioritários como vida pessoal, bem-estar e enriquecimento pessoal.”

Mas para realmente compreenderem deixo um convite. Numa é época em que se fala muito de uma geração “à rasca” procurem também o outro lado: o lado “cool”, o lado irreverente, o lado alternativo, o lado ambicioso e propenso ao risco, o lado dinâmico, e, o que mais me fascina, o lado pessoal.

Porque em tempos de mudança… temos que estar atentos!

Lígia Fernandes

ATREVA-SE!…

Apresentando e debatendo a Inovação na óptica empresarial e do seu criador – o empresário!

O empreendedorismo e a inovação tem sido uma temática que a C4G – Consultores de Gestão tem desenvolvido, quer em termos de consultoria quer em termos de formação nos últimos anos nas organizações.

Muitas das vezes sou questionado se existem genes específicos do empreendedor para a Inovação?

A capacidade de empreender e inovar é uma característica dos seres humanos que ao longo dos séculos tem sido um factor fundamental do desenvolvimento das sociedades. Nas organizações esta característica tem sempre um rosto e a maioria das vezes encontra-se associada a um conjunto de pessoas.

Essas organizações são fundamentalmente reconhecidas como empresas inovadoras e compostas por pessoas criativas. Muitas das vezes essas pessoas não possuem qualquer tipo de qualificação, não sendo mestres nem doutores.

Possuem características muito específicas, sendo de salientar a capacidade de olhar para as necessidades e oportunidades de mercado, estabelecer a visão, assumir a decisão e o risco.

É graças a estas que a sociedade evolui, desde os tempos mais remotos da invenção da roda, passando pelas invenções e a arte de Leonardo Da Vinci no séc. XV e, muito recentemente, a inovação presente nos produtos tecnológicos de Steve Jobs da empresa Apple.

Independente de ser ou não uma questão genética, as vivências e práticas dos grandes empreendedores que conhecemos permitem desenvolver aspectos que melhoram a sua apetência para a inovação, através de atitudes críticas, proactivas e visionárias para questionar a forma e o conteúdo das coisas, situações e eventos ao seu redor. Assim, olham para o mundo e conseguem perceber necessidades, perspectivar soluções e atrevem-se a empreender!

Se tiver algum destes genes não hesite em me contactar. Atreva-se!

Tiago Nascimento

tfnascimento@c4g.pt

A década perdida!

Maio 10, 2010

 

Não sou economista …! Sou apenas um gestor de empresas na área do empreendedorismo e da inovação, no entanto se fosse economista questionaria se esta década primeira deste novo século e milénio apresentará um saldo positivo ou irá ser uma década perdida!?

Como não sou economista não consigo responder e peço ajuda para isso!

O que eu sei é que as políticas seguidas nos anos 80 do FIRE (Finance, Insurance e Real State) parecem ter terminado ou se eu for um céptico poderei dizer abrandado.

Um dos sinais claros desta década é uma crise que se anuncia em 2007, avança para 2008 e continua em  2009 e 2010. … pelo menos no velho continente europeu pois, nos outros espaços económicos é totalmente diferente (vejam a China!).

A pequena poupança está a aumentar nos bancos não com o sentido de amealhar para fazer o “pé de meia” mas sim para pagar o endividamento que se obteve no desenvolvimento da política FIRE.

No entanto, eu consigo identificar alguns avanços e recuos na velha Europa e no nosso velho país de Portugal.

A Europa está fantástica, apesar desta confusão toda que vivemos. Todos os outros blocos económicos resultaram de um processo de construção rápida após uma guerra. O processo de construção da Europa tem sido lento e em tempo de paz! Por isso é totalmente diferente do estigma tradicional “…de que é preciso destruir para construir!”, ou seja é possível construir em tempo de paz.

Quanto às empresas a coisa não é tão linear. Nós utilizamos os mais experimentados modelos de análise de valor, das boas práticas e do balanço das competências organizacionais. E realmente aqui, pelo menos em Portugal a situação não é tão optimista e surge à tona a pergunta:

Será que esta década está perdida?

Será que as práticas que construímos e executamos para o nível de competências que conseguimos não conseguem gerar o valor necessário para a nossa sobrevivência e competitividade como tem acontecido nesta primeira década?

Manuel Nascimento

O fenómeno de empreendedorismo vem em ciclos. Os anos 80 foram o tempo das grandes invenções financeiras e de reestruturação. Nos anos 90, caímos em nós, transformando inovação em empresas e criando novas áreas de negócio, tais como os telemóveis e a internet, que mudaram a nossa sociedade. Na década seguinte foi novamente focada a atenção para a reestruturação financeira e inovação, e podemos, em consequência, ter acabado com menos empresas que as com as quais começámos.

Mas tudo isto está prestes a mudar. Permitam Pedro Nueno, Professor de empreendedorismo da IESE Business School, fazer a sua previsão:

“Há uma grande quantidade de inovação a acontecer nas empresas, o problema é que esta não está a ser transformada – de uma forma mais ou menos deliberada – em negócio. Há ainda uma data de ideias inovadoras formando-se nas cabeças dos executivos, cientistas, doutores e profissionais de todas as indústrias. Infelizmente, essas pessoas não estão suficientemente interessadas em dar o grande salto”

Realmente consta-se que muitos produtos inovadores a darem “o salto” originaram-se de processos muito anteriores: O telemóvel com as suas origens remontando os anos 20, o carro eléctrico os anos 60.

É, no entanto, no tempo presente que se começam a ver os grandes desenvolvimentos da inovação aplicada: no sector automóvel, na saúde, nas telecomunicações.

Podem-se observar os grandes grupos empresariais e os novos projectos de empreendedorismo a aumentar, captando a inovação aplicada e apostando em mercados de milhares de milhão de euros: Ásia e África.

 A previsão é a seguinte:

“Chegou o tempo de tirar a inovação do armário para o mercado, sendo que o mercado é todo o mundo”.

E para isso o painel de gestão tem de ser proactivo para liderar, e, para tal, tem que estar entusiasmado.

Mas atenção, porque há também mais uma previsão: A década de 2010 será muito positiva, mas já pensaram na crise de 2019? Enquanto tiramos proveito da época de crescimento, lembrem-se que a economia funciona em ciclos!…

 Fonte: IESE Alumni Magazine, “Entrepreneuring Towards 2020”, Pedro Nueno

Mas que conceitos são estes? Estes, e ainda mais outros que não abordámos, são os zunzuns do que será a nova geração cosmopolita.

Todos têm significados diferentes, mas assentam num pressuposto comum: a consciência da importância da criatividade e da inovação na vida e na alma das cidades desenvolvidas.

Falamos aqui de cidades vibrantes e multiculturais que conseguem atrair talentos, cidades que conseguem regenerar a sua oferta cultural e integrá-la do dia a dia dos habitantes, falamos de novos estilos de vida onde trabalho é lazer, e lazer pode ser trabalho, da importância da afirmação do indivíduo, falamos da possibilidade da arte como indústria com intuito de comercialização, falamos de novos movimentos, de novas noções de arquitectura, falamos de novos territórios e de cidades dentro de cidades: pólos de elevada criatividade…

Falamos de um cenário onde a criatividade pode e deve ser integrada em políticas públicas, possibilitando a captação de recursos altamente qualificados, a investigação de universidades e empresas e, desta forma, um crescimento sustentado do PIB, apoiado numa atitude tolerante, valorizadora da diversidade social e cultural.

Por agora, e por ser um tema demasiado vasto, deixamos apenas um cheirinho do fascinante potencial da criatividade.

Consegue identificar cidades criativas?

… já tinha ouvido falar disto?

 

Fontes:

Caminhos Tortuosos

Março 12, 2010

“Já repararam que as grandes figuras do nosso tempo não seguem um percurso planeado, mas sim um caminho tortuoso?”, tinha perguntado, retoricamente, o Manuel.

As palavras, pairam no ar, vão ficando, remoendo, até que nos deparamos com as histórias que o confirmam.

 Como esta, do Steve Jobs, aqui magnificamente descrita num discurso proferido aos graduados de Sanford, em 2005: uma pequena pérola sobre sucesso…

(Reparem também como este discurso é um exemplo do método de storytelling, descrito neste post)

“Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive.”

Fernando Pessoa

Estranho? À primeira vista sim, mas, pelos vistos, aquilo aparenta ser mau não o é necessariamente.

Esta semana andámos de cabelos em pé a definir o que seria o bom ou mau empreendedor, as boas ou más ideias.

Já o Tiago, o nosso especialista de empreendedorismo, se punha em pé, a cadeira saltava para trás, enquanto este exclamava “NÃO HÁ MÁS IDEIAS!!!” “Ao início, todas as ideias são boas!!!” “Ao início, quer-se quantidade! Só depois é que vamos avaliar se as ideias têm ou não potencial!”

Por isso, toca a rebuscar no caixote do lixo porque, entre os papéis amarrotados, poderá constar uma ideia milionária.

A segunda coisa que fez o Tiago pular da cadeira nessa tarde foi perguntar-lhe o que é um bom empreendedor. Lá foi a cadeira outra vez! “NÃO HÁ MAUS EMPREENDEDORES!”, “Há sim, diferentes perfis de empreendedor! Este tem é de saber rodear-se da equipa certa, que o complete!” E lá demos mão à palmatória.

E, para dar razão aos saltos do Tiago, não faltam aí histórias daquelas que aparentam ser as empresas mais estranhas do mundo: tal como esta:

O que é que se obtém quando se juntam avós, novas tecnologias e peúgas?

Um negócio de sucesso? Claro!

Mas um negócio de peúgas da avó, pode ter sucesso? A verdade é que, na Suíça, já não há quem não tenha oferecido, recebido, ou pelo menos ouvido falar dos belos pares de peúgas das avós do net.granny.

O site inica-se com a frase “Choose your granny“. Aparentemente trata-se de uma pequena rede de avós, onde se pode escolher a avó, o modelo da meia, a cor da meia, e esperar que chegue a encomenda minuciosamente tricotada pela nossa senhora preferida.

Mas quem não hesitaria em deitar fora uma ideia com os recursos humanos mais idosos e o produto mais detestado entre os presentes de Natal?

Estranho?

Lá diria o Tiago, sentado na sua cadeira, de ar satisfeito: “eu disse…”

Más ideias… ainda acreditam?

Talvez seja esta a mais badalada conversa de café.

Há umas semanas fui ver a peça “Afonso Henriques” no teatro D. Maria II, e recordo-me de uma cena na qual um dos guerreiros se levanta e exclama, após ter sido confrontado com uma questão que punha em causa e sua riqueza: “Estamos em crise!”, e o público reage com uma gargalhada unânime.

Mas o que me espantou não foi a frase incluída no guião desta peça infanto/juvenil: foi saber, em conversa com um dos actores que, desde que a peça estreou em 1982,  usam esta frase e, segundo ele, “resulta sempre”…

A crise!

Mas não é apetência, miragem ou mito, especialmente no nosso cenário económico actual. Uma análise aos indicadores leva-nos a entrar numa verdadeira situação de desespero: no emprego, na produção, no PIB, no crescimento. E ainda, um olhar mais atento ao cenário nacional prevê uma situação económica insustentável no longo prazo, fortemente relacionada com a nossa perda de competitividade.

As opiniões são muitas: Paul Krugman aponta que o euro acabou por nos tornar mais frágeis, assim como a Espanha ou a Grécia: uma vez que nossa moeda não desvaloriza (beneficiando quem produz em Portugal) temos poucas bases competir com outros países da Europa, o que pode levar a uma queda no investimento estrangeiro. Sumodip Sarkar no livro “Empreendedorismo e Inovação” visivelmente aponta para Portugal como um país na cauda da Europa em termos da relação PIB/taxa de crescimento. Indica que, se Portugal mantiver o crescimento que possui até actualmente, irá situar-se como o país com o PIB mais baixo da Europa em 20 anos. Outros ainda apontam que a situação a nível de planeamento da despesa pública irá sofrer uma reviravolta no longo prazo, por não ser possível manter a relação receitas/despesas, face a uma diminuição potencial das primeiras e um aumento das segundas pelo incremento do risco, das despesas sociais e do investimento público.

Mas vale a pena fazer malas e fugir ou desistir já à partida?

Quais as soluções?

Enquanto Krugman aponta para um corte nos salários como solução, outros indicam coisas mais positivas. No paper da Comissão Europeia “Europa 2020”, consta-se que o espaço deixado pelas empresas que fecharam por motivos da crise económica não irá ser preenchido e que terá que existir uma nova geração empresas com valores mais competitivos, mais eficientes, mais sociais e mais verdes. Sarkar, por outras palavras, concorda que num mundo em metamorfose, não é suficiente trabalhar como sempre e aponta a inovação e o empreendedorismo como a solução para o nosso desenvolvimento.

E são estas as respostas, não só para induzir a competitividade mas também para parar o aumento do desemprego e das minorias colocadas em situação de fragilidade. Como dizem os chineses: crise = perigo + oportunidade.

…e, pelo menos, enquanto nos preparamos, já nos munimos de mais tópicos de conversa de café! 

Link relacionados

Discurso de Paul Krugman sobre a crise

Empresário, és malicioso?

Novembro 20, 2009

Eu que ando nestas coisas da consultoria de gestão, que sou empresário e sinto as dificuldades da crise, penso que o capitalismo às vezes é muito cruel!

A palavra cruel realmente é muito cruel!
É cruel quando se junta políticos e politicas que incentivam a acções cor-de-rosa, rosa vivo, angélico e televisivo.

Realmente a nossa experiência evidencia que ser empresário nem sempre é fácil. Principalmente nas alturas difíceis, as quais se repetem cada vez com mais frequência.

Questionamos numa sessão pública, as situações que atormentavam os empresários das PME´s presentes. Bem, só visto! Eles tinham que dormir na cama com mais de 25 situações conflituosas todos os dias. È muito amor! Desde a gestão do pessoal, à gestão da produção, à gestão do marketing, á gestão dos clientes que fingem pagar…! É obra!

Mas isto é para todos? Um amigo do peito e que sabe destas coisas equacionou de imediato dizendo-me que todos tinham estes problemas e quem não os tinha ou era corrupto ou vivia da droga.

Será que o homem tem razão? Ou será que são as reminiscências do pessimismo alemão no pensamento português deste novo século e milénio e que continua à tona das águas?

Quem é que tem acesso à tecla F1 para pedir ajuda?

por Manuel Nascimento