Não sei se por estar nesta área, não sei se por alguma questão cultural ou educacional, mas pessoalmente sempre senti uma grande necessidade de desenvolver a minha aprendizagem através da formação.

Sinto que, de uma forma algo similar, assim como uma mulher desvaloriza a sua imagem após ter sido mãe, os profissionais descuram a sua aposta na formação e educação após terem entrado no mercado de trabalho.

Quando alguém tem necessidade de contratar um profissional há vários factores em causa. Para além da experiência profissional e dos resultados atingidos, a educação e formação são necessariamente avaliados.

Estamos numa fase de constantes alterações, em que a sua carreira pode estar segura ou pode estar simplesmente por um fio. Muitas vezes não será resultado da sua acção, mas da movimentação do mercado.

Não podemos perder oportunidades de aprender.

É importante que esteja activo no mercado, que procure novas acções, que se envolva e promova o seu próprio crescimento. Lembre-se sempre que se não fizer por si, ninguém fará.

Procure recursos, formações e informações de forma a percorrer o seu próprio corredor de competências. Lembre-se que quando aproveita uma oportunidade para aprender está a construir o seu próprio caminho, está a criar as suas próprias oportunidades.

O processo de educação e formação não deve ser estanque e não deve encerrar nas nossas necessidades imediatas, deve ser algo dinâmico e atrevido.

Abra e feche portas do conhecimento e da competência. Construa o seu corredor e percorra-o a cada momento, a cada oportunidade.

Boas aprendizagens!

Carina Barbosa

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Já tem 10 anos?!

Maio 24, 2011

É tão comum esta pergunta quando fazemos anos que nos deixa a pensar se é um elogio ou um desafio!

Poderá ser considerado um elogio quando se demonstra muita vitalidade apesar da idade avançada da pessoa em causa.

Poderá ser igualmente um desafio porque já passou tanto tempo e ninguém deu que o relacionamento já dura há 10 anos!

A C4G a partir de 22 de Maio de 2011 já tem 10 anos de vida!

Parece realmente ser mais um ano, mas não é! Nos tempos que correm, com as crises, com o FMI, com o euro, com mais uma nuvem negra que se aproxima vinda lá de longe da Islândia, não será só mais um ano.

Neste novo ano, precisamos de continuar a saber mudar! Porque não é só mudança que se trata mas essencialmente saber mudar!

Mas mudar o quê? Apontaria para as seguintes dimensões.

O espaço de intervenção…!

Cada vez Portugal está mais pequenito e longe e os outros países estão cada vez mais perto. Eu justifico, algumas das praias estão a ficar sem areia,  já não demoramos 7 ou 8 horas a fazer uma viagem de 250Km (Lisboa – Castelo Branco), mas sim 2 horas. Demoramos menos de 2 horas a chegar a Paris e 6 horas a chegar a Nova Iorque.

Por isso Portugal está cada vez mais pequenito e longe e Marte deve estar cada vez mais perto!

Existem para aí novos oceanos… e o nosso deve ser de preferência azul!

Os portugueses sempre tiveram muito sol e para se protegerem envolveram-se em sombra e escuridão. Os conceitos são por isso muito difíceis de explicar porque estão protegidos pelas sombras mergulhados em oceanos que nos ceifam e que são tingidos pelo sangue de alguém!

Deve haver para aí um oceano azul em que seja fácil ser-se feliz e sair da escuridão em que nos protegemos, para descobrir as coisas lindas das pessoas, das organizações e do espaço que nos rodeia..

Descomplicar a simplicidade e gozar o efeito!

As coisas são simples e como coisas simples que são incidem nas pessoas e nas situações. Assim basta nós percebermos o que as pessoas e as situações pretendem de nós e se somos capazes de lhes dar o que pretendem sempre com muito suor na camisola vestida.

Reconhecer o norte com a vertigem da aceleração!

Cada ano que vamos começar a viver tem a particularidade de poder vir a representar 10 anos numa escala do século XX.

E é esse o nosso desafio.

Produzir num ano o que produzimos em 10 anos do século XX em qualquer lugar, de preferência perto de um oceano azul, com simplicidade e gozo, sem nunca perder o norte na vida, ou seja a nossa responsabilidade e coesão social que não abrange unicamente as instituições, mas essencialmente todos os cidadãos e os trabalhadores.

Manuel Nascimento