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Saber o que 2013 nos reserva é uma incógnita?

Para além dos nossos planos e objetivos, é importante saber para onde olhar.

Neste post referimos o  relatório “100 things to watch in 2013” da JWT, que aponta para algums temas a estar atento em 2013.

JWT: 100 Things to Watch in 2013 from JWTIntelligence

Aproveitamos também para partilhar o vídeo das 10 tendências para 2013.

Muitos são os obstinados que se empenham no caminho que escolheram, poucos os que se empenham no objetivo.

Friedrich Nietsche

 

 

Não basta dar os passos que nos devem levar um dia ao objetivo, cada passo deve ser ele próprio um objetivo em si mesmo, ao mesmo tempo que nos leva para diante.

Johann Gohete

 

Votos de um excelente ano!

Lígia Fernandes

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A poça de água

Abril 2, 2012

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Recentemente deparei-me que de forma inconsciente já não atendo o telemóvel quando o número é “não identificado”. Muito provavelmente consequência de 99 % das chamadas começarem com “Estou sim, é o Sr. João Margaça? Tem 5 minutos disponíveis?. Normalmente seguido de um discurso de uma operadora de telemóveis ou de uma empresa de seguros.

Pensando melhor, esta é apenas uma das defesas que criei contra um tipo de marketing ou publicidade que inunda o nosso quotidiano e tolda a nossa maneira de viver. É normal, pois o ser humano pela sua natureza adaptável cria imunidade ou toma atitudes evasivas contra um agente considerado agressor ou incomodativo.

Este tipo de marketing ou Outbound marketing é considerado cada vez menos eficaz. O consumidor é cada vez mais criativo a bloquear, consciente ou inconscientemente, emails, ações de telemarketing, publicidade generalizada nos meios de comunicação, outdoors, folhetos ou visitas comerciais.

As empresas começam a perceber esta realidade e a pensar em adotar novas formas de marketing mais eficazes e muito menos dispendiosas, tais como o Inbound marketing. Este é descrito por Brian Halligan, (CEO da HubSpot, um caso de estudo da Harvard Business School), como uma estratégia de atrair potenciais clientes através da oferta de informação útil. Ou seja algo que atraia visitantes ao nosso website ou a conhecer a nossa empresa através dos motores de busca, na blogosfera, ou nas redes sociais.

Penso, no entanto, que a informação útil não tem de estar necessariamente na Internet e com imaginação até se podem misturar os dois tipos de marketing aqui definidos. Pode parecer estranho, mas ao mesmo tempo engraçado, mas dos muitos folhetos que bloqueio e deito fora, guardei um porque além de publicitar a empresa, neste caso de alumínios, possuía uma bela tabela do tempo de cozedura de cada tipo de marisco.

Talvez seja importante em vez de utilizar um estratégia de comunicação semelhante a um disparo de shotgun, utilizar uma arma de precisão mais eficaz pensando no que o nosso mercado alvo valoriza ou pensa ser útil, onde e como comunica e por onde circula.

Como Brian Halligan refere no seu blog “Os elefantes costumavam estar na selva no anos 80 e 90, mas parece que já não estão lá. Migraram todos para poças de água na Savana (Internet). Então, em vez de continuar a caçar na Selva, eu recomendo que publicite nas poças de água ou torne o seu website uma poça de água”.

Coloco também aqui um vídeo que demonstra como o Inbound Marketing começa a fazer cada vez mais sentido num mundo em mudança exponencial.

João Margaça

Idea SHOT

Dezembro 28, 2011

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Porque sabemos que o próximo ano vai ser mais exigente, queremos ter mais e melhores ideias.

De onde vêm as boas ideias? O que favorece a inovação? Qual é a história da criatividade?

Encontrámos este “shot” de informação, para o inspirar.

Fonte: Steven Johnson “Where do Good Ideas Come From”

ATREVA-SE!…

Apresentando e debatendo a Inovação na óptica empresarial e do seu criador – o empresário!

O empreendedorismo e a inovação tem sido uma temática que a C4G – Consultores de Gestão tem desenvolvido, quer em termos de consultoria quer em termos de formação nos últimos anos nas organizações.

Muitas das vezes sou questionado se existem genes específicos do empreendedor para a Inovação?

A capacidade de empreender e inovar é uma característica dos seres humanos que ao longo dos séculos tem sido um factor fundamental do desenvolvimento das sociedades. Nas organizações esta característica tem sempre um rosto e a maioria das vezes encontra-se associada a um conjunto de pessoas.

Essas organizações são fundamentalmente reconhecidas como empresas inovadoras e compostas por pessoas criativas. Muitas das vezes essas pessoas não possuem qualquer tipo de qualificação, não sendo mestres nem doutores.

Possuem características muito específicas, sendo de salientar a capacidade de olhar para as necessidades e oportunidades de mercado, estabelecer a visão, assumir a decisão e o risco.

É graças a estas que a sociedade evolui, desde os tempos mais remotos da invenção da roda, passando pelas invenções e a arte de Leonardo Da Vinci no séc. XV e, muito recentemente, a inovação presente nos produtos tecnológicos de Steve Jobs da empresa Apple.

Independente de ser ou não uma questão genética, as vivências e práticas dos grandes empreendedores que conhecemos permitem desenvolver aspectos que melhoram a sua apetência para a inovação, através de atitudes críticas, proactivas e visionárias para questionar a forma e o conteúdo das coisas, situações e eventos ao seu redor. Assim, olham para o mundo e conseguem perceber necessidades, perspectivar soluções e atrevem-se a empreender!

Se tiver algum destes genes não hesite em me contactar. Atreva-se!

Tiago Nascimento

tfnascimento@c4g.pt

 

Imitar ou Inovar? Selva, macacadas, copycats, leões e a Inovação!

Actualmente, se falarmos em inovação nas empresas, independentemente do que for encontra-se à partida legitimado pela gestão de topo.

 – É fundamental a inovação! Dizem os administradores.

– O que estou a fazer, nunca foi feito. É inovador!! Diz o trabalhador. Vem logo a resposta. Faça…!

Independentemente da avaliação da oportunidade pretendemos debruçarmo-nos sobre um universo de actores nas organizações que actuam na área da inovação.

Nos manuais sobre a inovação (e não na literatura romântica sobre a matéria – que o Prof. Sandro Mendonça referencia como literatura de aeroporto!) utilizam-se termos como “…novos ou significativamente melhorados” na definição dos tipos de inovação, a saber: produto, processo, organizacional e marketing.

Quando utilizamos o termo “novo” estamos a falar de Inovação? E quando utilizamos o termo “significativamente melhorado” estamos a falar de imitação? Não necessariamente! Mas, a maioria das vezes, os antecedentes do “significativamente melhorado” decorre de processos de “imitação”.

Na sociedade desvaloriza-se a imitação e a maioria das vezes condena-se! Exemplo: – O plágio!

A imitação é uma actividade que precisa de ser mais aprofundado pois, em si é executada por entidades muito inteligentes (o povo chama-lhe “espertos ou muito espertos!”).

Existe um termo que a linguagem anglo saxónica utiliza e que eu não traduzo porque tenho um especial carinho por ele – “copycat”.

Os “copycats” possuem características únicas.

Além de inteligentes, são muito rápidos na actuação, são de grande acuidade estratégica por isso, possuem uma visão impar, uma capacidade de mapear o mercado e de avaliar as oportunidades muito elevada, muita iniciativa, perseverança e geralmente associada a competências técnicas de muito bom nível. Devido a esta universalidade de características conseguem alcançar vantagem competitiva em relação aos Inovadores.

Oded Shenkar, professor na Universidade de Ohio em entrevista à HBR aponta que 98% do valor da inovação fica nos copycats e chama-lhe a ratoeira. Este professor, em estudos efectuados refere que estes copycats com um terço do investimento dos inovadores transfiguram a inovação acrescentado valor a um preço de mercado mais barato que o original.

De acordo com os etologistas a capacidade de imitar é o que permite aos grandes macacos sobreviver em ambiente hostil. Algumas das conclusões do brilhante professor (e que nos perdoe a linguagem popular!) é que os copycats transformam-se em leões na selva através de macacadas! – arrecadando os 98% do “bolo” da Inovação!

Muitas sequências de raciocínio e de actuações poderiam ser consideradas, mas voltando a colocar alguma seriedade neste “Blog C4G Coffe” será possível posicionar a Inovação no final ou no princípio da cadeia:

Inovadores – selva —  copycats – leões – Inovadores ?

 Já agora esta cadeia encontra-se nos modelos de inovação?

Manuel Nascimento

Trabalhamos para a Inovação nas organizações. Em todos os projectos em que entramos somos sempre muito bem recebidos. A gestão de topo faz um especial enfoque na necessidade da Inovação e na organização inovadora como um dos factores fundamentais para atingir ganhos de competitividade e para combater a crise que este velho continente atravessa.

Realmente, as pessoas vêm com um brilhozinho nos olhos e quando se retiram lá vai o brilhozinho. Para nós é reconfortante perceber que ainda há satisfação nas organizações e que a inovação é um dos factores alavancadores do gozo organizacional.

Queremos ideias, voluntários, equipas e o que sentimos? O brilhozinho nos olhos perdura? Parece-nos que sim, mas não tanto como noutras actividades como as que fomentam o voluntariado em termos das actividades sociais. Então o que se passa?

Feiron Yuan da Universidade do Kansas e Richard Woodman da Texas trazem à baila o tema dos “Riscos da Imagem” e do seu carácter desfavorável no ambiente social das organizações. Eles referem que diminuem significativamente a interacção da actividade inovadora na organização. Geralmente quando isto sucede a restante organização trata os indivíduos que promoveram a ideia inovadora como pertencente à classe dos “idiotas”. Segundo estes autores, estes idiotas às vezes provocam a ira dos outros e têm receio das consequências.

O papel dos gestores para a Inovação e para o Empreendedorismo deverá ser a habilidade de alimentarem as atitudes que conduzem não só ao aparecimento de idiotas mas igualmente de idiotices?

Será que as organizações de futuro serão constituídas somente por idiotas?

O fenómeno de empreendedorismo vem em ciclos. Os anos 80 foram o tempo das grandes invenções financeiras e de reestruturação. Nos anos 90, caímos em nós, transformando inovação em empresas e criando novas áreas de negócio, tais como os telemóveis e a internet, que mudaram a nossa sociedade. Na década seguinte foi novamente focada a atenção para a reestruturação financeira e inovação, e podemos, em consequência, ter acabado com menos empresas que as com as quais começámos.

Mas tudo isto está prestes a mudar. Permitam Pedro Nueno, Professor de empreendedorismo da IESE Business School, fazer a sua previsão:

“Há uma grande quantidade de inovação a acontecer nas empresas, o problema é que esta não está a ser transformada – de uma forma mais ou menos deliberada – em negócio. Há ainda uma data de ideias inovadoras formando-se nas cabeças dos executivos, cientistas, doutores e profissionais de todas as indústrias. Infelizmente, essas pessoas não estão suficientemente interessadas em dar o grande salto”

Realmente consta-se que muitos produtos inovadores a darem “o salto” originaram-se de processos muito anteriores: O telemóvel com as suas origens remontando os anos 20, o carro eléctrico os anos 60.

É, no entanto, no tempo presente que se começam a ver os grandes desenvolvimentos da inovação aplicada: no sector automóvel, na saúde, nas telecomunicações.

Podem-se observar os grandes grupos empresariais e os novos projectos de empreendedorismo a aumentar, captando a inovação aplicada e apostando em mercados de milhares de milhão de euros: Ásia e África.

 A previsão é a seguinte:

“Chegou o tempo de tirar a inovação do armário para o mercado, sendo que o mercado é todo o mundo”.

E para isso o painel de gestão tem de ser proactivo para liderar, e, para tal, tem que estar entusiasmado.

Mas atenção, porque há também mais uma previsão: A década de 2010 será muito positiva, mas já pensaram na crise de 2019? Enquanto tiramos proveito da época de crescimento, lembrem-se que a economia funciona em ciclos!…

 Fonte: IESE Alumni Magazine, “Entrepreneuring Towards 2020”, Pedro Nueno

Mas que conceitos são estes? Estes, e ainda mais outros que não abordámos, são os zunzuns do que será a nova geração cosmopolita.

Todos têm significados diferentes, mas assentam num pressuposto comum: a consciência da importância da criatividade e da inovação na vida e na alma das cidades desenvolvidas.

Falamos aqui de cidades vibrantes e multiculturais que conseguem atrair talentos, cidades que conseguem regenerar a sua oferta cultural e integrá-la do dia a dia dos habitantes, falamos de novos estilos de vida onde trabalho é lazer, e lazer pode ser trabalho, da importância da afirmação do indivíduo, falamos da possibilidade da arte como indústria com intuito de comercialização, falamos de novos movimentos, de novas noções de arquitectura, falamos de novos territórios e de cidades dentro de cidades: pólos de elevada criatividade…

Falamos de um cenário onde a criatividade pode e deve ser integrada em políticas públicas, possibilitando a captação de recursos altamente qualificados, a investigação de universidades e empresas e, desta forma, um crescimento sustentado do PIB, apoiado numa atitude tolerante, valorizadora da diversidade social e cultural.

Por agora, e por ser um tema demasiado vasto, deixamos apenas um cheirinho do fascinante potencial da criatividade.

Consegue identificar cidades criativas?

… já tinha ouvido falar disto?

 

Fontes:

Caminhos Tortuosos

Março 12, 2010

“Já repararam que as grandes figuras do nosso tempo não seguem um percurso planeado, mas sim um caminho tortuoso?”, tinha perguntado, retoricamente, o Manuel.

As palavras, pairam no ar, vão ficando, remoendo, até que nos deparamos com as histórias que o confirmam.

 Como esta, do Steve Jobs, aqui magnificamente descrita num discurso proferido aos graduados de Sanford, em 2005: uma pequena pérola sobre sucesso…

(Reparem também como este discurso é um exemplo do método de storytelling, descrito neste post)

“Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive.”

Fernando Pessoa

Talvez seja esta a mais badalada conversa de café.

Há umas semanas fui ver a peça “Afonso Henriques” no teatro D. Maria II, e recordo-me de uma cena na qual um dos guerreiros se levanta e exclama, após ter sido confrontado com uma questão que punha em causa e sua riqueza: “Estamos em crise!”, e o público reage com uma gargalhada unânime.

Mas o que me espantou não foi a frase incluída no guião desta peça infanto/juvenil: foi saber, em conversa com um dos actores que, desde que a peça estreou em 1982,  usam esta frase e, segundo ele, “resulta sempre”…

A crise!

Mas não é apetência, miragem ou mito, especialmente no nosso cenário económico actual. Uma análise aos indicadores leva-nos a entrar numa verdadeira situação de desespero: no emprego, na produção, no PIB, no crescimento. E ainda, um olhar mais atento ao cenário nacional prevê uma situação económica insustentável no longo prazo, fortemente relacionada com a nossa perda de competitividade.

As opiniões são muitas: Paul Krugman aponta que o euro acabou por nos tornar mais frágeis, assim como a Espanha ou a Grécia: uma vez que nossa moeda não desvaloriza (beneficiando quem produz em Portugal) temos poucas bases competir com outros países da Europa, o que pode levar a uma queda no investimento estrangeiro. Sumodip Sarkar no livro “Empreendedorismo e Inovação” visivelmente aponta para Portugal como um país na cauda da Europa em termos da relação PIB/taxa de crescimento. Indica que, se Portugal mantiver o crescimento que possui até actualmente, irá situar-se como o país com o PIB mais baixo da Europa em 20 anos. Outros ainda apontam que a situação a nível de planeamento da despesa pública irá sofrer uma reviravolta no longo prazo, por não ser possível manter a relação receitas/despesas, face a uma diminuição potencial das primeiras e um aumento das segundas pelo incremento do risco, das despesas sociais e do investimento público.

Mas vale a pena fazer malas e fugir ou desistir já à partida?

Quais as soluções?

Enquanto Krugman aponta para um corte nos salários como solução, outros indicam coisas mais positivas. No paper da Comissão Europeia “Europa 2020”, consta-se que o espaço deixado pelas empresas que fecharam por motivos da crise económica não irá ser preenchido e que terá que existir uma nova geração empresas com valores mais competitivos, mais eficientes, mais sociais e mais verdes. Sarkar, por outras palavras, concorda que num mundo em metamorfose, não é suficiente trabalhar como sempre e aponta a inovação e o empreendedorismo como a solução para o nosso desenvolvimento.

E são estas as respostas, não só para induzir a competitividade mas também para parar o aumento do desemprego e das minorias colocadas em situação de fragilidade. Como dizem os chineses: crise = perigo + oportunidade.

…e, pelo menos, enquanto nos preparamos, já nos munimos de mais tópicos de conversa de café! 

Link relacionados

Discurso de Paul Krugman sobre a crise