A persuasão é uma ciência

Dezembro 10, 2012

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A Harvard Business Review partilhou esta semana um vídeo que explica a ciência da persuasão baseada no trabalho do  Dr. Robert Cialdini (Professor de Psicologia e Marketing, Arizona State University).

Num período em que somos inundados por mensagens imperativas, este é um olhar refrescante e de informação útil para todos os contextos da vida pessoal e profissional.

Deixamo-lo aqui, para quem quiser aprender um pouco mais.

“A arte de persuadir consiste tanto mais em agradar do que em convencer, quanto os homens se guiam mais pelo capricho do que pela razão.”

Autor – Pascal , Blaise

O Javali e a Raposa

Abril 11, 2012

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Fonte: www.gerrenlamson.com

Estava um Javali na floresta a afiar os dentes numa árvore, quando apareceu uma Raposa.

Vendo o que o Javali estava a fazer, perguntou-lhe:

– Por que estás a afiar os dentes? Os caçadores não saíram hoje e não vejo outro perigo por perto.

– É verdade, minha amiga – respondeu o Javali. – Mas, no momento em que a minha vida correr perigo preciso de usar os dentes e, então, será tarde demais para os afiar.

Moral da história:

Prepara-te para as dificuldades.

In Fábulas de La Fontaine

Ouvimos cada vez mais a expressão “o mundo actual é uma selva”, demasiado competitivo, demasiado mutável.

Não pretendo reflectir ou explorar sobre as características ou papéis dos diferentes “animais da selva humana” e identificar possíveis actores na nossa vida social ou pessoal.

Na verdade o meu objectivo é reflectir um pouco sobre a oportunidade!

Há muito tempo que vivemos a lenda de que é na crise que surgem as oportunidades. Confesso que me faz alguma confusão estas conclusões generalistas. Não há dúvida que há pessoas que vencem na altura da crise, que surgem boas oportunidades, que a nossa capacidade de adaptação, mudança e criatividade supera as nossas próprias expectativas. Mas também não tenho dúvidas que certamente é nas alturas de crescimento económico e nas alturas de “bons ventos” que uma maior percentagem de pessoas vence, que surgem tantas ou mais oportunidades e que uma maior percentagem de pessoas é feliz e consegue alcançar melhores resultados.

Contudo, a realidade é que a situação actual é efectivamente de crise!

De forma assertiva e através de uma atitude optimista e criativa, contribua diariamente para virar esta crise, enquanto outras, em simultâneo, se vão construindo, de forma cíclica.

Não pertença ao grupo dos derrotistas ou desistentes. Fuja do grupo dos acomodados ou campistas. Seja alpinista na sua organização, no seu dia-a-dia, na sua vida pessoal e social. Enquanto vai subindo a montanha, nunca deixe de olhar para o topo (Dr. Paul Stoltz, Adversity Quotient).

Caso faça parte do grupo de pessoas que não foram atingidas pela crise; caso faça parte do grupo de pessoas inseridas num contexto atingido pela crise; ou caso faça parte do grupo de pessoas directamente atingidos pela crise; mantenha a mesma atitude: seja enérgico, produtivo e fuja do círculo vicioso das lamentações.

Esteja atento e aproveite cada oportunidade para resolver e antecipar possíveis dificuldades.

Não perca a oportunidade de usar os seus dentes simplesmente porque os decidiu afiar tarde demais!

“Às vezes olhamos tanto para uma porta que se fecha que, só muito tarde, vemos a porta que está aberta”

(Alexander Graham Bell)

Carina Barbosa

Esta solução do self.conhecimento não é assim tão fácil pois o ser humano não tem muita apetência para alimentar o seu conhecimento. Então é aqui que entram os chefes, mas essencialmente os líderes para nos orientarem nos trabalhos face a objectivos a cumprir. Bartz diz que os líderes terão que ganhar sempre 2 competências:

·       a capacidade de ouvir mais do ouviam e a serem mais selectivos no que ouvem

·       a segunda é aprenderem a lidar com as barbaridades que escrevem sobre eles na NET, reagindo com maturidade à vaga das criticas publicas.

Carol Bartz refere (Presidente e CEO da Yahoo) que a Internet está cheia de barbaridades e coisas feias acerca dela. Ela admite que devia ler esses comentários horríveis e aprender com eles, mas não vai fazê-lo. Vai tapar os ouvidos e seguir o seu caminho como se nada fosse. Indiferente, portanto!

Será que os nossos posts são apontamentos de má-lingua que deve ser controlada? Por líderes?

1. Spot problemático

Abril 5, 2010

Carol Bartz executiva da Yahoo perspectiva a morte da gestão tradicional.

Este tema é vasto e demasiado actual.

Morreu e passou à história – diz ela!

A Internet pôs fim à direcção e ao controlo como o conhecíamos. Qualquer pessoa consegue através da utilização da NET colocar em causa ou ridicularizar uma decisão de qualquer Administrador.

Realmente o que mudou? A Internet entre outras coisas será uma avalanche de informação destruidora do status quo?

O que diz Bartz é que a quantidade de informação mudou a forma como as empresas são geridas e as relações interpessoais.

O que realmente vimos como trabalho nas empresas, num café, na praia ou em casa são as pessoas a teclar em volta de um computador sentados a uma secretária durante 8 horas por dia. Então e aquele trabalho do milénio passado em que os trabalhadores corriam de um lado para o outro e era difícil num dia de trabalho manter “o rabo colado à secretária”?

Bem, esse trabalho também existe no entanto, os canais de comunicação nas empresas e no mundo é que estão diferentes e diz Bartz que os únicos canais que continuam imutáveis são os que os trabalhadores mantêm com os chefes.

A direcção e o controlo não morreram e não irão morrer.

Os chefes continuam a ser chefes!

Se um chefe manda fazer XPTO a reacção continua a ser levantar o rabo da cadeira e cumprir as ordens. Se os trabalhadores não cumprirem é natural que arranjem uma grande carga de trabalhos à moda antiga! Na próxima semana continuaremos com este tema.

Manuel Nascimento

Fonte: Financial Times