Primeiro, irei explicar o que são as “ Lovemarks”…

De acordo, com Kevin Roberts, “Lovemarks” são aquelas marcas carismáticas que as pessoas se sentem emocionalmente ligadas. Por exemplo, se tiram uma marca dos consumidores eles naturalmente irão encontrar um substituto, mas se tirarem uma “Lovemark” eles seguramente irão reclamar e demonstrar o seu descontentamento.

Um exemplo muito evidente e que toda a gente conhece é a marca Apple.

A Apple é uma marca que ao apostar na paixão pela tecnologia, pelo Design e pela constante inovação, ganhou um estatuto de “cool” e tornou-se uma Lovemark ao longo dos tempos. A Apple apostou desde dos anos 70 em mudar com sucesso, o conceito, de uma marca “geek” para um produto “sensual” com uma identidade muito própria, e que conseguiu implementar especialmente nesta última década.

Ao comprar um produto da Apple, quer seja numa loja ou on-line, sentimos que somos os únicos que vamos fazer parte de algo especial ou de um grupo especial. Outro exemplo desta evidência acontece usualmente quando a marca lança um novo produto (seja um novo Ipod ou Ipad) em que os fãs fazem fila á porta das lojas de madrugada, para serem os primeiros a terem as novidades.

O reconhecimento da marca Apple como Lovemark não é mais que o resultado da identificação do consumidor, onde a marca já transcende e é muito convencional, está muito acima do conceito de produtos “premium”; a excelência do produto é o mínimo expectável de qualquer equipamento com a logo da maçã mordida. Esta cria a lealdade nos consumidores não por uma ou outra razão, mas sim um fascínio muito além da razão, é uma genuína Lovemark, uma empresa que determina e constrói o futuro, portanto, sem concorrentes. E este é o sonho de consumo de qualquer empresa!

 

4 Lições que podemos aprender com a Apple

 1 – Adoptar o preço dos produtos a outros segmentos de Mercado

2 – Constante inovação nos produto

3 – Escutar os clientes

4 – Providenciar experiências aos clientes 

Mariana Simões 

Referências:

http://www.saatchikevin.com/The_Story_Behind_Lovemarks/

http://www.triplepundit.com/2009/10/lovemarks-real-human-connection-or-latest-play-in-the-arms-race-of-trickery/

http://www.inc.com/karl-and-bill/3-strategies-to-adopt-from-apple.html

Anúncios

“Tou sim?…. É pra mim!”

Se está a visualizar um prado de ovelhas pachorrentas depois de ler estas palavras então sabe perfeitamente do que estamos a falar quando nos referimos a anûncios virais. A frase evoca um dos primeiros anúncios da Telecel em Portugal e, certamente, dos mais virais.

 

Anúncio viral: Um elemento que um grande número de espectadores decide partilhar com família e amigos.

O tema é abordado na edição de Março da Harvard Business Review, onde são estabelecidas cinco técnicas para contornar cinco problemas que, sendo ultrapassados, ajudarão as empresas a criar anúncios vistos e partilhados.

 

Problema1: Branding demasiado proeminente assusta os espectadores.

Solução: Utilize “brand pulsing” – Incormprar de forma não-invasiva a imagem da marca no anúncio.

Exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=NwCn-D5xFdc&feature=fvwrel

 

Problema2: As pessoas aborrecem-se facilmente

Solução2: Criar alegria ou surpresa imediata.

Exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=8h1VQBfLDLA

 

Problema 3: As pessoas vêm o anúncio por um tempo mas depois param.

Solução: Criar uma montanha russa de emoções.

Exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=EJJL5dxgVaM

 

Problema 4: As pessoas gostam do anúncio mas não o partilham.

Solução: Surpreenda mas não choque.

Exemplo (por chocar, muitas pessoas sentiram-se inibidas em partilhar este anúncio): http://www.youtube.com/watch?v=ew9cEATPzDEhttp://www.youtube.com/watch?v=ew9cEATPzDE

 

Problema 5: As pessoas, mesmo assim, Não partilham o anûncio.

Solução: Marque as pessoas que vão partilhar (com base na sua personalidade).

Exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=XQcVllWpwGs

 

O artigo está muito interessante, alertando-nos para a necessidade do marketing inteligente. Pode ser visualizado na íntegra aqui.

E, porque o objectivo é partilhar, aqui fica um dos meus preferidos. Uma pequena pérola dos anos 90 – com cheiro a outra era.

Qual é o vosso?

Lígia Fernandes

A poça de água

Abril 2, 2012

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Recentemente deparei-me que de forma inconsciente já não atendo o telemóvel quando o número é “não identificado”. Muito provavelmente consequência de 99 % das chamadas começarem com “Estou sim, é o Sr. João Margaça? Tem 5 minutos disponíveis?. Normalmente seguido de um discurso de uma operadora de telemóveis ou de uma empresa de seguros.

Pensando melhor, esta é apenas uma das defesas que criei contra um tipo de marketing ou publicidade que inunda o nosso quotidiano e tolda a nossa maneira de viver. É normal, pois o ser humano pela sua natureza adaptável cria imunidade ou toma atitudes evasivas contra um agente considerado agressor ou incomodativo.

Este tipo de marketing ou Outbound marketing é considerado cada vez menos eficaz. O consumidor é cada vez mais criativo a bloquear, consciente ou inconscientemente, emails, ações de telemarketing, publicidade generalizada nos meios de comunicação, outdoors, folhetos ou visitas comerciais.

As empresas começam a perceber esta realidade e a pensar em adotar novas formas de marketing mais eficazes e muito menos dispendiosas, tais como o Inbound marketing. Este é descrito por Brian Halligan, (CEO da HubSpot, um caso de estudo da Harvard Business School), como uma estratégia de atrair potenciais clientes através da oferta de informação útil. Ou seja algo que atraia visitantes ao nosso website ou a conhecer a nossa empresa através dos motores de busca, na blogosfera, ou nas redes sociais.

Penso, no entanto, que a informação útil não tem de estar necessariamente na Internet e com imaginação até se podem misturar os dois tipos de marketing aqui definidos. Pode parecer estranho, mas ao mesmo tempo engraçado, mas dos muitos folhetos que bloqueio e deito fora, guardei um porque além de publicitar a empresa, neste caso de alumínios, possuía uma bela tabela do tempo de cozedura de cada tipo de marisco.

Talvez seja importante em vez de utilizar um estratégia de comunicação semelhante a um disparo de shotgun, utilizar uma arma de precisão mais eficaz pensando no que o nosso mercado alvo valoriza ou pensa ser útil, onde e como comunica e por onde circula.

Como Brian Halligan refere no seu blog “Os elefantes costumavam estar na selva no anos 80 e 90, mas parece que já não estão lá. Migraram todos para poças de água na Savana (Internet). Então, em vez de continuar a caçar na Selva, eu recomendo que publicite nas poças de água ou torne o seu website uma poça de água”.

Coloco também aqui um vídeo que demonstra como o Inbound Marketing começa a fazer cada vez mais sentido num mundo em mudança exponencial.

João Margaça

That’s so damm cool!

Abril 7, 2011

 

Estava a navegar pela net e deparei-me com este pequeno achado: http://www.nship.org/

Gostei.

Pôs-me a pensar.

Não só porque está bom e tem boa informação, mas também porque está fixe.

Pôs-me a pensar sobre a minha geração.

É muito diferente da anterior! Tem uma necessidade de se exprimir, de dar o seu contributo à sociedade e é extremamente criativa. E o empreendedorismo? Tem uma nova onda, onde – na minha opinião – é muito mais importante a realização pessoal que o sucesso em vendas. Ou seja: Ser fixe é o objectivo: ter sucesso é uma consequência.

Resolvi investigar. Existem algumas informações: Pertenço à geração Y (a de 80), e a minha irmã à geração Z (a de 90).

A wikipedia diz que “esta nova geração de consumidores, constitui um público exigente e ávido por inovações. Preocupados com o meio ambiente e as causas sociais, têm um ponto de vista diferente das gerações anteriores, que viveram épocas de guerras e desemprego. Com o mundo praticamente estável e mais favorável à liberdade de expressão, esses jovens conseguiram se preocupar com valores antes menos prioritários como vida pessoal, bem-estar e enriquecimento pessoal.”

Mas para realmente compreenderem deixo um convite. Numa é época em que se fala muito de uma geração “à rasca” procurem também o outro lado: o lado “cool”, o lado irreverente, o lado alternativo, o lado ambicioso e propenso ao risco, o lado dinâmico, e, o que mais me fascina, o lado pessoal.

Porque em tempos de mudança… temos que estar atentos!

Lígia Fernandes

Esta semana a Manuela, a nossa contabilista, lançou o pânico na empresa por andar engripada, agravado pelo nosso medo da transmissão da gripe A. Entre conversas e leituras lembrámo-nos deste tema, por causa da gripe e porque nos sentimos todos um pouco “connectors”…

O PODER DOS CONNECTORS

Talvez ainda não tenhamos reparado. Não interessa se estamos a analisar a transmissão do vírus da gripe A, as últimas tendências da moda ou o factor de sucesso das empresas. Por detrás destes acontecimentos reside exactamente a mesma causa: o comportamento humano.

É um fascinante exemplo da atitude “sair da caixa”: No bestseller “The tipping point”, o autor, Malcom Gladwell, compara a transmissão das modas a uma epidemia: e a teoria é que há certas situações que têm, por reunirem um determinado conjunto de factores, a capacidade de “tip”, que se define pelo momento no qual a mudança se torna um fenómeno imparável, um ponto de viragem epidémico de adesão exponencial.

Ao abordar o factor “Law of the Few” a obra explora o tema dos “6 graus de separação”, estudado pelo psicólogo Social Stanley Milgram, ou o tema 80/20, que defende que 80% do trabalho é feito por 20% da população. E quem o faz, neste caso, são os connectors.

Os connectors são aqueles  “que unem o mundo”, pessoas com um dom especial de fazer ligações. Têm uma capacidade única para criar laços e fazer novas amizades, mas também a flexibilidade de pertencer a diferentes mundos. Para permanecer em contacto com as suas largas redes de amizades, com mais de 100 pessoas, mantêm o que Gladwell chama de uma “weak tie”, um contacto pontual, mas continuado. E é a arte de gerir estas ligações que as torna especiais. Nas interacções sociais, são os connectors que facilitam a transmissão das mensagens, encurtando a “distância” que estas têm de percorrer entre os agentes.

Na difusão de uma epidemia é também a minoria que faz a transmissão. São os viajantes, os dinâmicos, os relacionados. São os connectors que divulgam as modas, os produtos na berra, sabem com quem falar e com quem se relacionar. Aquele amigo nosso que conhece sempre alguém que procuramos. Transpondo para gestão, é importante na transmissão de uma mensagem que esta chegue à boca dos connectors.

Apesar de contestado por alguns autores neste tema, o livro “The tipping point” é uma leitura refrescante, especial para a compreensão do poder das pequenas coisas nas relações humanas, explorando ideias de marketing inovadoras, recheado de temas interessantíssimos para lançar uma conversa de café…

O livro:

“The tipping point – How little things can make a big difference”

Malcom Gladwell, USA

…já leram o livro?  Sabem reconhecer um connector?

virus

E afinal não era gripe, era apenas a sua rinite…