Talentos venham até nós!

Outubro 19, 2010

 

 

Tenho escrito neste blog muito sobre “Talentos”. O que são, como se comportam, de características genéricas e capacidades que possuem para interpretar e adaptar (ou não) novas situações; as virtudes e defeitos que apresentam, etc..

No entanto, tenho um desejo secreto que gostava de partilhar com vocês. Esse desejo será um dia conseguir reconhecer nas organizações, de uma forma rápida o(s) talento(s) de cada um. Ou seja, de uma forma precisa olhar para alguém e dizer “ aqui está o talento”. Identificar uma característica de alguém ou de uma organização que inequivocamente que caracteriza o talento. Vou tentar expor melhor este desejo, por exemplo:

  • Se me aparecer alguém com o cabelo em pé e desgrenhado é sinal que possui talento? Ou também tem que vir vestido de PRADA?
  • As organizações que possuem Talentos metem-nos numa sala, ou num departamento específico, que quando o Talento resulta em algo sai fumo branco?
  • As pessoas colocam badges na lapela a dizer “O meu Talento é…”?
  • O que alimenta o Talento é à base de mioleira?
  • Existe uma cota para estabelecer a percentagem do talento necessário para as organizações e para as actividades? E, quem é o organismo regulador? A ONU?

Por isso, todos que me lerem e que possuam talento ou saibam quem o possui, por favor venham até nós e contribuam para superar este desejo!

Manuel Nascimento

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As organizações são cada vez mais complexas para gerir!

Entender, liderar e prever as opções dos Talentos é sem dúvida uma arte. Penso que é mais fácil entender o talento de cada um numa óptica de competências.

A Harvard de Maio de 2010 apresenta num artigo com o título “How to Keep Your Top Talent” uma série de 6 “enganos” de gestão para a apresentação deste tema.

No 1º engano a gestão assume que os trabalhadores de elevado potencial estão profundamente envolvidos com a organização. Em relação aos novos trabalhadores o artigo refere que:

  • 1 em cada 3 trabalhadores admite não colocar todos os seus esforços e potencialidades no actual trabalho que desenvolve.
  • 1 em cada 4 trabalhadores irão trabalhar noutro emprego no prazo de um ano.
  • 1 em cada 5 trabalhadores acredita que as suas aspirações pessoais são muito diferentes do que a organização planeou para ela.
  • 4 em cada 10 trabalhadores confia pouco nos seus colegas e ainda menos no seu superior hierárquico.

Assim sendo este grupo é aquele que mais facilmente fica desapontado quando as crises como estas que atravessamos ocorrem, mas igualmente convictos que são os primeiros a encontrar uma situação alternativa noutra empresa. E quando toca a reduzir regalias então são os primeiros a dizer “Não Obrigado! Eu facilmente vou encontrar uma empresa que apreciará o alto nível das contribuições que eu faço!”

Manuel Nascimento